Virada do aço

Usiminas (USIM5) dispara quase 40% e vira aposta favorita entre siderúrgicas

Melhora no mercado de aço, cortes nas importações e revisões positivas de bancos impulsionam forte valorização das ações.

Usiminas
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  • Usiminas (USIM5) acumula valorização próxima de 40% no semestre.
  • Bancos elevaram projeções após melhora das perspectivas para o mercado de aço.
  • Queda das importações e proteção comercial beneficiam a companhia.

A Usiminas (USIM5) caminha para encerrar o semestre entre os maiores destaques da Bolsa brasileira após acumular valorização próxima de 40%. O desempenho colocou a companhia entre as ações mais rentáveis do Ibovespa em 2026.

Além disso, a alta foi impulsionada por uma combinação de fatores que inclui melhora do mercado doméstico de aço, redução das importações e revisões otimistas de grandes bancos para os resultados da empresa.

Bancos ficaram mais otimistas

O movimento ganhou força após instituições como Goldman Sachs e Itaú BBA reforçarem recomendações positivas para a siderúrgica.

Segundo os analistas, a Usiminas está bem posicionada para capturar uma recuperação dos preços do aço no mercado brasileiro, cenário que pode ampliar significativamente a geração de caixa da companhia.

Por isso, as projeções para Ebitda passaram por revisões relevantes, refletindo expectativas mais favoráveis para os próximos anos.

Mercado de aço mostra sinais de recuperação

Parte do otimismo está ligada à queda das importações de aço, especialmente dos produtos asiáticos, que pressionavam o setor há vários anos.

Além disso, medidas comerciais adotadas pelo Brasil, como tarifas, cotas e ações antidumping, começaram a produzir efeitos mais visíveis sobre a oferta doméstica.

Com isso, siderúrgicas com forte exposição ao mercado interno passaram a ser vistas como potenciais beneficiárias de um novo ciclo positivo para o setor.

Mercado ainda monitora desafios

Apesar do forte avanço das ações, algumas casas de análise avaliam que parte do movimento já foi precificada pelo mercado.

Além disso, investidores continuam acompanhando os planos de investimentos da companhia, especialmente os projetos ligados às operações de mineração.

Mesmo assim, a percepção predominante segue positiva, sustentada pela melhora operacional e pelas perspectivas mais favoráveis para o mercado brasileiro de aço.

Luiz Fernando

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.