
- Petrobras (PETR4) passa a operar com preços de diesel mais próximos da paridade de importação.
- Vibra (VBBR3) e Ultrapar (UGPA3) podem se beneficiar da menor competitividade do diesel importado.
- Governo sinaliza que outros subsídios aos combustíveis ainda poderão ser revisados.
O fim da subvenção federal de R$ 0,35 por litro para produtores e importadores de diesel deve provocar efeitos importantes para Petrobras (PETR4), Vibra (VBBR3) e Ultrapar (UGPA3). Segundo analistas, a medida reduz a competitividade do combustível importado e melhora o ambiente para as distribuidoras.
Além disso, a decisão aproxima os preços praticados pela Petrobras da chamada paridade de importação, um dos principais indicadores acompanhados pelo mercado de combustíveis.
Petrobras fica mais próxima da paridade
De acordo com a XP Investimentos, o encerramento do benefício reduziu significativamente a diferença entre os preços da Petrobras e os praticados no mercado internacional.
Após a mudança, o diesel vendido pela estatal passou a operar com desconto estimado em apenas 2% frente à paridade de importação.
Por isso, a pressão competitiva exercida pelos importadores tende a diminuir, fortalecendo a posição comercial da companhia no mercado doméstico.
Vibra e Ultrapar podem ser beneficiadas
A corretora avalia que a nova configuração também favorece as distribuidoras.
Com menor atratividade econômica para a importação de diesel, empresas como Vibra e Ultrapar podem encontrar um ambiente mais equilibrado para suas operações.
Além disso, a redução das distorções provocadas pelos subsídios ajuda a diminuir a volatilidade no abastecimento e melhora a previsibilidade do setor.
Gasolina ainda permanece no radar
Embora a decisão tenha atingido diretamente o diesel, os analistas destacam que a gasolina continua sendo um ponto de atenção.
Segundo a XP, os preços da Petrobras ainda operam abaixo das referências internacionais, situação parcialmente compensada pelos subsídios que permanecem em vigor.
Enquanto isso, o governo informou que continuará monitorando tanto os incentivos remanescentes quanto o imposto sobre exportação de petróleo, o que mantém aberta a possibilidade de novos ajustes nos próximos meses.