
- Renner (LREN3), C&A (CEAB3) e Riachuelo (RIAA3) estão entre as principais beneficiadas.
- XP vê inverno mais frio impulsionando vendas de roupas de inverno.
- Panvel (PNVL3) também pode ganhar com maior procura por medicamentos OTC.
O inverno mais frio de 2026 pode se transformar em um importante impulso para o setor de varejo de vestuário. Segundo a XP Investimentos, as temperaturas médias nas regiões Sul e Sudeste ficaram cerca de 0,2°C abaixo das registradas no mesmo período do ano passado.
Na avaliação da corretora, o cenário favorece empresas como C&A (CEAB3), Renner (LREN3) e Riachuelo (RIAA3), que concentram mais da metade de suas lojas no Sudeste, região responsável por grande parte das vendas de produtos de inverno.
Frio ajuda vendas e protege margens
De acordo com a XP, temperaturas mais baixas e prolongadas tendem a acelerar as vendas de roupas de inverno, categoria que normalmente possui tíquete médio mais elevado e margens superiores.
Além disso, o maior giro dos estoques reduz a necessidade de promoções agressivas durante a troca de coleções, preservando a rentabilidade das varejistas.
Os analistas destacam que o clima mais favorável pode evitar o acúmulo de mercadorias para a próxima estação, um fator importante para o desempenho financeiro do setor.
Farmácias também entram na lista de beneficiadas
O impacto positivo do frio não deve ficar restrito ao varejo de moda. A XP também espera aumento da demanda por medicamentos isentos de prescrição, conhecidos como OTCs.
Nesse cenário, a Panvel (PNVL3) aparece entre as empresas mais beneficiadas, devido à sua forte presença na região Sul, onde as temperaturas vêm registrando quedas mais acentuadas.
Para a corretora, o comportamento climático observado até agora cria um ambiente mais favorável para os resultados do segundo semestre tanto para varejistas de vestuário quanto para redes farmacêuticas.