Rentabilidade dos ativos

Alupar (ALUP11) e Axia (AXIA3): o que esperar dos projetos conquistados no leilão de transmissão?

Itaú BBA vê retorno positivo para os ativos arrematados, mas destaca que execução e controle de custos serão decisivos para a rentabilidade.

Energia
Crédito: Depositphotos
  • Alupar (ALUP11) pode obter TIR estimada de 13,1% no projeto conquistado.
  • Axia (AXIA3) tem retorno potencial de até 12,6% em um dos lotes arrematados.
  • Execução das obras e controle de custos serão decisivos para a rentabilidade dos ativos.

A vitória de Alupar (ALUP11) e Axia Energia (AXIA3) no leilão de transmissão realizado pela Aneel chamou a atenção do mercado não apenas pelos deságios agressivos, mas também pelo potencial de retorno dos projetos conquistados.

Segundo o Itaú BBA, os ativos devem gerar valor para ambas as companhias, embora a rentabilidade final dependa da capacidade de execução das obras e da redução dos custos de implantação em relação às estimativas regulatórias.

Alupar tem projeto com maior retorno estimado

A Alupar (ALUP11) conquistou o Lote 7 com deságio de 52% sobre a Receita Anual Permitida (RAP).

Pelas estimativas do Itaú BBA, o projeto pode gerar uma Taxa Interna de Retorno (TIR) alavancada de 13,1%, uma das mais elevadas entre os ativos licitados.

O banco destaca que a companhia poderá capturar sinergias operacionais com outros empreendimentos já existentes em São Paulo, além de reduzir despesas operacionais ao longo dos anos.

Axia levou três lotes e aposta em ganhos de escala

A Axia Energia (AXIA3) ficou com os Lotes 8, 9 e 10 da relicitação.

Segundo o BBA, os Lotes 8 e 9 apresentam TIR estimada de 9,2%, enquanto o Lote 10 pode entregar retorno de até 12,6%, beneficiado pelo menor deságio registrado entre os projetos ofertados.

A avaliação é que os ativos possuem valor presente líquido positivo na maioria dos cenários analisados, o que reforça a atratividade dos investimentos.

Mercado segue apostando em transmissão

Para o Itaú BBA, o resultado do leilão mostra que o segmento de transmissão continua atraindo investidores mesmo com retornos mais comprimidos.

A previsibilidade das receitas reguladas e a estabilidade do fluxo de caixa seguem sustentando o interesse pelos ativos.

No caso de Alupar e Axia, o foco do mercado agora passa a ser a capacidade das empresas de entregar as obras dentro do orçamento e capturar os retornos projetados pelo mercado.

Luiz Fernando

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.