Alta produção

Cury (CURY3) vê vendas recuarem 13% no 2º trimestre, mas reforça geração de caixa e banco de terrenos

Incorporadora reduziu lançamentos e vendas na comparação anual, enquanto manteve forte expansão da produção e do caixa operacional.

Fachada do Residencial Pixinguinha. Divulgação
Fachada do Residencial Pixinguinha. Divulgação
  • Cury (CURY3) registrou queda de 12,9% nas vendas líquidas e de 0,8% nos lançamentos no 2º trimestre.
  • Geração de caixa operacional cresceu 40,2%, alcançando R$ 144,9 milhões.
  • Banco de terrenos avançou 23,6%, atingindo R$ 26,1 bilhões em VGV potencial.

A Cury (CURY3) registrou desempenho mais fraco nas vendas do segundo trimestre de 2026. A incorporadora somou R$ 1,75 bilhão em vendas líquidas, queda de 12,9% na comparação anual, enquanto os lançamentos recuaram 0,8%, para R$ 1,94 bilhão em Valor Geral de Vendas (VGV).

Ao mesmo tempo, a companhia preservou indicadores operacionais importantes. A produção de unidades acelerou, a geração de caixa cresceu em ritmo forte e o banco de terrenos continuou avançando.

Vendas desaceleram, mas produção acelera

Entre abril e junho, a Cury lançou 11 empreendimentos, contra nove no mesmo período de 2025. Além disso, o preço médio das unidades lançadas subiu 2%, para R$ 344,6 mil, enquanto o valor médio das unidades vendidas avançou 6,9%, alcançando R$ 331 mil.

Apesar disso, a velocidade de vendas (VSO) caiu para 40,5%, recuo de 7 pontos percentuais em relação ao segundo trimestre do ano passado. Por outro lado, os distratos diminuíram para 7,7% das vendas brutas, indicando maior estabilidade dos contratos.

Enquanto as vendas perderam ritmo, a produção ganhou força. A incorporadora entregou 5.737 unidades produzidas no trimestre, crescimento de 41,8%, reforçando o avanço das obras.

Caixa e banco de terrenos seguem em expansão

A geração de caixa operacional atingiu R$ 144,9 milhões, alta de 40,2% sobre o mesmo período de 2025. No acumulado do semestre, o caixa gerado avançou 84,5%, totalizando R$ 238,2 milhões.

Além disso, o estoque da companhia alcançou R$ 3 bilhões em VGV, crescimento de 20,4%, enquanto o banco de terrenos avançou 23,6%, chegando a R$ 26,1 bilhões em potencial de vendas futuras.

Assim, embora o segundo trimestre tenha mostrado desaceleração nas vendas e nos lançamentos, a Cury manteve indicadores operacionais sólidos, sustentados pela expansão da produção, da geração de caixa e da capacidade de crescimento para os próximos anos.

Luiz Fernando

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.