
- A Oncoclínicas (ONCO3) disparou 26,32% e fechou a R$ 0,96 após avançar na recuperação extrajudicial.
- A companhia busca reestruturar cerca de R$ 5,1 bilhões em dívidas e já obteve adesão de credores que representam 37% dos créditos abrangidos.
- A possível entrada da IG4, com investimento de cerca de R$ 500 milhões em debêntures conversíveis, também entrou no radar do mercado.
A Oncoclínicas (ONCO3) disparou 26,32% na última terça-feira (14) e encerrou cotada a R$ 0,96. O forte movimento ocorreu após a companhia protocolar um pedido de recuperação extrajudicial para reestruturar cerca de R$ 5,1 bilhões em dívidas financeiras.
Além disso, o mercado repercutiu a informação de que a IG4 avalia investir cerca de R$ 500 milhões em debêntures conversíveis da companhia. A gestora, porém, não comentou a informação.
ONCO3 dispara com reestruturação de R$ 5,1 bilhões
A Oncoclínicas informou que já obteve adesão de credores que representam aproximadamente 37% dos créditos abrangidos. Segundo a empresa, o percentual permite o ajuizamento da recuperação extrajudicial e demonstra apoio relevante à reestruturação.
Agora, a companhia terá 90 dias para alcançar o percentual necessário à homologação do plano. Entre as alternativas estão a conversão de dívidas em ações, a emissão de novas dívidas, o alongamento dos pagamentos e uma eventual capitalização pelos acionistas.
Enquanto isso, as obrigações correntes com clientes, fornecedores e parceiros ficaram fora da recuperação extrajudicial. Portanto, a companhia afirmou que suas operações seguem normalmente, sem previsão de interrupção no atendimento.
Possível aporte da IG4 entra no radar
Outro fator que ganhou atenção foi a possibilidade de entrada de um novo investidor. Segundo informação publicada pelo Valor Econômico, a IG4 planeja adquirir cerca de R$ 500 milhões em debêntures conversíveis da Oncoclínicas.
Ao mesmo tempo, a companhia informou a rescisão de dois contratos imobiliários. Um deles envolve multa estimada em R$ 76 milhões, incluída entre os créditos abrangidos pela reestruturação, enquanto o valor da segunda multa ainda não foi definido.
Por fim, apesar da disparada de 26% no pregão, a Oncoclínicas ainda enfrenta um cenário financeiro desafiador. Assim, o mercado deve acompanhar a adesão dos credores, os termos finais da reestruturação e uma eventual entrada de novo capital na companhia.