Recomendações

Ações que custam abaixo de 1 real em 2026 | Penny Stocks

Veja quais ações abaixo de 1 real ou então um valor próximo a 1 real em 2026, as Penny Stocks, para investir e impulsionar a renda.

Ações que custam 1 real 2025

Quer descobrir as ações que custam 1 real em 2026? No artigo de hoje vamos falar sobre as ações abaixo de 1 real ou num valor próximo a 1 real, as famosas “penny stocks” da Bolsa Brasileira, que podem estar baratas ou caras, depende de uma análise fundamentalista.

No entanto, este parâmetro vai depender do método de análise utilizado pelo leitor. Neste sentido, a grande diferença entre barato e caro, está no preço e valor, que são coisas completamente diferentes uma da outra.

O valor de uma ação está baseado nos seus fundamentos, que definem parâmetros que podemos usar para compreender se o preço do papel está justo ou de acordo com o patrimônio e desempenho da companhia.

ações abaixo de 1 real penny stocks
Ações 1 real 2026 – Penny Stocks

Uma vez compreendida a diferença entre preço e valor, o leitor pode também fazer a escolha de investir nestas ações com perspectivas de que elas retornem aos patamares mais altos iniciais, ou podem se voltar ao mercado especulativo. Independente do uso, está na hora de conhecer as ações da bolsa que, atualmente, estão abaixo de R$ 1 real.

Veja ações de 1 real, as Penny Stocks, em 2026

Neste artigo falaremos um pouco sobre as seguintes companhias listadas em Bolsa:

  • Oi (OIBR3)
  • Azevedo & Travassos SA (AZEV3)
  • Ambipar (AMBP3)
  • Azevedo & Travasso Energia SA (AZTE3)
  • Paranapanema SA (PMAM3)
  • Viver Incorporadora e Construtora (VIVR3)
  • Lupatech SA (LUPA3)
  • Renova Energia SA (RNEW3)
  • GRUPO TOKY SA (TOKY3)
  • Contax Participações SA (CTAX3)

1) Oi (OIBR3)

Valor atual da ação abaixo de 1 real (dezembro/2025): R$ 0,20

A Oi foi, por muitos anos, uma das maiores operadoras de telecomunicações do Brasil, atuando de maneira dominante em telefonia fixa, móvel e banda larga. Chegou a atingir valor de mercado bilionário, ampliou sua presença nacional e teve papel central na infraestrutura de telecom do país.

Porém, a empresa acumulou décadas de endividamento, problemas de gestão, prejuízos recorrentes e perda de competitividade, fatores que culminaram em um dos maiores processos de recuperação judicial da história do Brasil.

Atualmente, a Oi é uma companhia profundamente reestruturada, com presença reduzida após venda de ativos importantes, como suas operações móveis, e foco voltado para serviços de fibra e infraestrutura. Suas ações OIBR3, negociadas em torno de R$ 0,52, refletem o momento de forte incerteza e a perda quase total do valor que a empresa já teve.

Com valor de mercado próximo de R$ 200 milhões, a operadora vale pouco mais de 1% de seu antigo auge, tornando-se um ativo extremamente especulativo e dependente de eventos jurídicos e operacionais para qualquer possibilidade de recuperação.

2) Azevedo & Travassos SA (AZEV3)

Valor atual da ação abaixo de 1 real (dezembro/2025): R$ 0,26

Fundada há quase um século e considerada uma das empreiteiras tradicionais do país, a Azevedo & Travassos já teve forte presença em obras de infraestrutura, petróleo, gás e engenharia pesada. Em seus melhores anos, a companhia executava projetos de grande porte e ostentava uma posição relevante dentro do setor de construção civil brasileira.

No entanto, após enfrentar longos períodos de dificuldades financeiras, endividamento elevado e perda de competitividade, a empresa viu seu valor de mercado encolher drasticamente ao longo da última década.

Atualmente, a Azevedo & Travassos tem uma participação muito mais modesta no mercado, acumulando prejuízos recorrentes e mantendo operações concentradas em segmentos específicos. Suas ações são negociadas na B3 sob o ticker AZEV3 (e no fracionário como AZEV3F), sendo cotadas em torno de R$ 0,39, valor que reflete a forte deterioração dos fundamentos da companhia.

Com um valor de mercado próximo de R$ 130 milhões, a empresa vale apenas uma fração do que já representou no passado, algo comum entre small caps do setor que atravessaram ciclos longos de crise.

3) Ambipar (AMBP3)

Valor atual da ação abaixo de 1 real (dezembro/2025): R$ 0,29

A Ambipar surgiu como uma das empresas brasileiras de maior destaque no setor de gestão ambiental, resposta a emergências e soluções sustentáveis, chegando a realizar aquisições relevantes e expandir operações internacionalmente.

Durante seu período de forte crescimento, a companhia conquistou investidores com a proposta de negócios escalável e foco em ESG, alcançando um valor de mercado expressivo e presença global em mais de 30 países.

Entretanto, após um ciclo agressivo de expansão financiado por dívida e reorganizações societárias complexas, incluindo a separação da antiga Ambipar Group em duas companhias listadas, a empresa passou a enfrentar dúvidas do mercado sobre alavancagem, governança e geração de caixa. Isso pressionou fortemente o preço das ações.

Hoje, AMBP3 é negociada na B3 por valores significativamente menores do que em seu auge, refletindo a queda de confiança dos investidores e os desafios do novo ciclo operacional. Ainda assim, a companhia mantém atuação relevante no setor ambiental e continua buscando reequilibrar sua estrutura financeira e estratégia de crescimento.

4) Azevedo & Travasso Energia SA (AZTE3)

Valor atual da ação abaixo de 1 real (dezembro/2025): R$ 0,40

A Azevedo & Travassos Energia é uma empresa ligada ao tradicional grupo Azevedo & Travassos, que por décadas esteve envolvido em projetos relevantes nos setores de infraestrutura, construção pesada e energia.

Em seus melhores momentos, o grupo chegou a participar de grandes obras nacionais e manteve operações diversificadas, com presença marcante em diferentes segmentos industriais. No entanto, após anos de dificuldades financeiras, reestruturações internas e perda de competitividade, a área de energia passou a operar de forma muito mais enxuta e com alcance limitado.

Hoje, a companhia tem uma presença bem mais discreta na B3, negociada sob o ticker AZTE3. Com ações cotadas próximas de R$ 0,40, a empresa reflete o perfil típico de small caps de baixa liquidez e histórico financeiro fraco.

Seu valor de mercado, pouco acima de R$ 130 milhões, representa apenas uma fração do que o grupo já representou no passado, um sinal claro de deterioração operacional e do longo processo de ajustes pelo qual passou.

5) Paranapanema SA (PMAM3)

Valor atual da ação abaixo de 1 real (dezembro/2025): R$ 0,63

A Paranapanema já foi uma das maiores fabricantes brasileiras de cobre refinado e semimanufaturados, ocupando posição estratégica na cadeia industrial e sendo referência no setor metalúrgico nacional.

Em seus anos de auge, a companhia possuía escala significativa, exportava para diversos mercados e detinha um valor de mercado muito superior ao atual. Contudo, sucessivas crises financeiras, oscilações no preço do cobre, endividamento elevado e problemas de gestão acabaram fragilizando seriamente a empresa.

Atualmente, a Paranapanema opera em um cenário bastante desafiador, com produção reduzida e forte pressão por reestruturação. Suas ações PMAM3 são negociadas em torno de R$ 0,63, refletindo uma queda expressiva em relação ao passado. Mesmo sendo uma empresa ainda relevante no setor de metais não energéticos, o valor de mercado, por volta de R$ 520 milhões, indica o quanto sua posição encolheu ao longo dos anos, tornando-se um ativo de risco elevado e muito ligado ao ciclo de commodities.

6) Viver Incorporadora e Construtora (VIVR3)

Valor atual da ação abaixo de 1 real (dezembro/2025): R$ 0,74

A Viver Incorporadora já teve destaque no mercado imobiliário brasileiro, especialmente nas décadas passadas, quando participou de diversos projetos de médio e grande porte e surfou o boom da construção civil.

Chegou a atrair grande volume de investidores e alcançar um valor de mercado muito superior ao atual. No entanto, a empresa enfrentou sérios problemas financeiros, acúmulo de dívidas, dificuldade de entregar empreendimentos e anos de prejuízo, o que culminou em um longo processo de recuperação judicial.

Hoje, a Viver opera de forma muito mais enxuta, com foco restrito e capacidade limitada em comparação ao seu auge. Negociada na B3 sob o ticker VIVR3, a ação gira em torno de R$ 0,74, um valor que espelha a forte deterioração operacional e o risco elevado que acompanha empresas que passaram por reestruturações prolongadas.

Com valor de mercado próximo de R$ 36 milhões, a companhia vale apenas uma fração mínima do que um dia representou no setor imobiliário, mantendo perfil altamente especulativo.

7) Lupatech SA (LUPA3)

Valor atual da ação abaixo de 1 real (dezembro/2025): R$ 0,85

A Lupatech já ocupou uma posição relevante no setor de equipamentos e serviços para a indústria de petróleo e gás. Chegou a ser considerada uma das principais fornecedoras nacionais em segmentos como válvulas industriais e soluções para o mercado offshore.

Durante seus anos de expansão, a companhia atingiu um valor de mercado bilionário e surfou o ciclo de investimentos da Petrobras e de outras grandes operadoras. No entanto, a combinação de endividamento elevado, perda de competitividade, crise no setor de óleo e gás e sucessivos prejuízos levou a empresa a um longo processo de deterioração financeira, incluindo recuperação judicial.

Hoje, a Lupatech opera com porte bastante reduzido e presença limitada, mantendo apenas parte de suas operações originais. Suas ações LUPA3, negociadas na casa dos R$ 0,85, refletem essa trajetória de declínio. O valor de mercado, por volta de R$ 39 milhões, mostra o quão distante a companhia está do tamanho que já teve. Isso a torna um ativo amplamente especulativo e marcado por alta volatilidade.

8) Renova Energia SA (RNEW3)

Valor atual da ação abaixo de 1 real (dezembro/2025): R$ 0,91

A Renova Energia nasceu com a proposta de ser uma das grandes referências em geração renovável no Brasil, especialmente no segmento eólico. Durante seus melhores anos, participou de projetos de grande escala, atraiu investidores e chegou a figurar entre as empresas mais promissoras do setor de energia limpa, surfando o entusiasmo global por sustentabilidade e investimentos verdes.

Porém, dificuldades na execução de seus parques, problemas regulatórios, forte alavancagem e falhas de gestão acabaram levando a companhia a uma crise profunda.

Atualmente, a Renova está há anos envolvida em processos de reestruturação e recuperação judicial, com atuação limitada e desafios significativos para retomar competitividade. Suas ações RNEW3, negociadas perto de R$ 0,91, traduzem o estágio crítico em que a empresa se encontra.

Com valor de mercado estimado em R$ 336 milhões, a companhia vale muito menos do que em seu auge e continua sendo vista pelo mercado como um caso de risco extremo, dependente de soluções jurídicas, financeiras e operacionais para sobreviver.

9) GRUPO TOKY SA (TOKY3)

Valor atual da ação abaixo de 1 real (dezembro/2025): R$ 0,97

O Grupo Toky, que atua principalmente na área de tecnologia e soluções digitais, já teve momentos de maior entusiasmo por parte do mercado, impulsionado pela expectativa de crescimento em segmentos de software, serviços e inovação.

Houve um período em que a empresa chamava atenção por potencial de expansão e novos projetos, chegando a registrar um valor de mercado bem mais robusto do que o atual. Entretanto, a companhia enfrentou desafios operacionais, resultados fracos e dificuldades em transformar ambições tecnológicas em geração de caixa consistente.

Hoje, o Grupo Toky mantém participação mais discreta no setor, com operações ajustadas e escala reduzida. Suas ações TOKY3, cotadas em torno de R$ 0,97, refletem a queda acentuada desde o período de maior expectativa.

Com valor de mercado próximo de R$ 143 milhões, a empresa se tornou uma small cap de perfil especulativo, marcada por baixa liquidez e forte volatilidade, características típicas de negócios que passaram por ciclos de frustração e readequação.

10) Contax Participações SA (CTAX3)

Valor atual da ação abaixo de 1 real (dezembro/2025): R$ 0,98

A Contax já foi uma das maiores empresas brasileiras do setor de contact center e atendimento ao cliente. Já chegou a empregar centenas de milhares de colaboradores e atuar de forma dominante no mercado de terceirização de serviços.

Em seu auge, a companhia expandiu operações, abriu capital e alcançou um valor de mercado bilionário, tornando-se uma das referências em BPO e relacionamento com o consumidor no país. No entanto, a combinação de forte concorrência, margens cada vez menores, endividamento elevado e sucessivas reorganizações corporativas fragilizou profundamente a empresa.

Nos últimos anos, a Contax passou por reestruturações significativas, mudanças de nome e redução de escala, perdendo grande parte do protagonismo que já teve. Suas ações são negociadas na B3 sob o ticker CTAX3, cotadas atualmente perto de R$ 0,98, valor que reflete a acentuada deterioração operacional.

Com um valor de mercado ao redor de R$ 26 milhões, a companhia representa apenas uma fração mínima do tamanho que ostentava no passado, retratando um cenário de alto risco e baixa liquidez, típico de empresas que não conseguiram se recuperar após longos ciclos de crise.

Tabela – Relação de Penny Stocks: ações abaixo de 1 real

EmpresaCódigoSetor
Oi S.A.OIBR3Comunicações
Azevedo & Travassos S.A.AZEV3Serviços Industriais
Ambipar ParticipaçõesAMBP3Serviços Comerciais
Azevedo & Travassos EnergiaAZTE3Serviços Industriais
Paranapanema S.A.PMAM3Minerais Não-Energéticos
Viver IncorporadoraVIVR3Consumo Duráveis / Imóveis
Lupatech S.A.LUPA3Produtor Manufatureiro
Renova Energia S.A.RNEW3Serviços Públicos / Energia
Grupo Toky S.A.TOKY3Serviços de Tecnologia
Contax Participações S.A.CTAX3Serviços Comerciais

Em suma, vale lembrar que, muitas vezes ações abaixo de 1 real ou com valor próximo a 1 real – as chamadas “Penny Stocks” – podem sim, ser oportunidades de compra para os investidores.

Entretanto, em outros momentos, podem ser apenas empresas que realmente não conseguem mais sustentar seus perfis de negócios, ter bom desempenho ou apenas não possuem a confiança do mercado. Acontece que no mundo dos investimentos, a confiança do mercado é um dos fatores determinantes para perpetuação de uma companhia.

Por fim, este artigo visa trazer mais um conteúdo informativo aos leitores. O Guia do Investidor não promove recomendações de compra ou venda, mas sim, tem a missão de colaborar com o processo de aprendizado.

Conclusão – Ações de 1 real em 2026

Ao investir em ações que custam 1 real em 2026, é bom ter em mente que esses ativos são considerados de baixo valor. Por isso, podem ser mais voláteis e arriscados do que outras opções disponíveis no mercado.

Embora possam oferecer a possibilidade de ganhos elevados em um curto espaço de tempo, essas ações também podem trazer grandes prejuízos, caso as empresas não sejam bem-sucedidas em seus negócios.

Por isso, antes de investir em Penny Stocks, um baixo valor, é fundamental fazer uma análise cuidadosa da empresa e do setor em que ela atua. É importante verificar se a empresa possui uma estrutura sólida e se está conseguindo gerar resultados positivos.

Além disso, é preciso ter em mente que investir em ações é uma atividade de longo prazo, que exige paciência e disciplina. Não é recomendável investir todo o seu capital em ações de baixo valor, pois isso pode colocar em risco o seu patrimônio.

Portanto, se quiser investir em uma dessas ações com valor abaixo de 1 real, saiba que elas podem oferecer a possibilidade de ganhos elevados, mas também pode ser mais arriscado. Por isso, é bom ter uma estratégia bem definida e realizar análises cuidadosas antes de investir.

Acompanhe o Guia do Investidor também no Instagram, para se manter constantemente informado sobre o mercado financeiro.

Anna Oliveira
Anna Oliveira

Formada em Letras pela UFPR, é redatora e professora de português.

Formada em Letras pela UFPR, é redatora e professora de português.