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O dólar cai frente ao real com dados fracos dos EUA e avanço de pauta econômica.
Nesta quinta-feira, o mercado cambial brasileiro acompanhou a tendência internacional e viu o dólar fechar em baixa. A moeda norte-americana teve sua queda impulsionada por dados econômicos mais fracos dos Estados Unidos, incluindo um crescimento do PIB abaixo das expectativas.
Além disso, o índice PCE trimestral também ficou abaixo das previsões. Esses resultados reforçam a ideia de um “pouso suave” na economia dos EUA e aumentam as chances de o Federal Reserve iniciar um afrouxamento monetário no primeiro trimestre de 2024.
Dados econômicos dos EUA e desenvolvimentos no Congresso influenciam o mercado cambial
O mercado de câmbio brasileiro acompanhou a tendência internacional e viu o dólar encerrar em baixa em relação ao real nesta quinta-feira. A queda da moeda norte-americana foi motivada por dados econômicos desfavoráveis dos Estados Unidos, que indicam um crescimento econômico mais lento do que o esperado.
O Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA cresceu apenas 4,9% no terceiro trimestre, ficando abaixo das expectativas de 5,2%. Além disso, o índice de gastos pessoais com consumo (PCE) no trimestre também ficou aquém das previsões, registrando 2,6% em vez dos esperados 2,8%. Esses números reforçam a percepção de que a economia dos EUA está experimentando um “pouso suave”, o que pode levar o Federal Reserve a iniciar um afrouxamento monetário no primeiro trimestre de 2024.
No cenário doméstico, a notícia positiva foi a aprovação da Medida Provisória das Subvenções no Senado, garantindo recursos cruciais para que o governo brasileiro alcance a sua meta de déficit zero no próximo ano. Além disso, o mercado observou com atenção o aumento do fluxo de capital estrangeiro na Bolsa de Valores, o que ajudou a atenuar o impacto das remessas de fim de ano das empresas brasileiras para o exterior.
Dados da B3 revelaram uma entrada de R$ 1,669 bilhão em 19 de dezembro, contribuindo para um saldo estrangeiro positivo de R$ 13,218 bilhões no mês. No entanto, as estatísticas do Banco Central indicaram um fluxo cambial total negativo de US$ 2,278 bilhões na semana anterior, com saídas de US$ 2,309 bilhões pelo canal financeiro. Até 15 de dezembro, o saldo total do mês estava negativo em US$ 2,666 bilhões.
Esses eventos econômicos e políticos influenciaram o mercado cambial, levando o dólar à vista a fechar em baixa de 0,49%, cotado a R$ 4,8877. O dólar futuro para janeiro também recuou 0,59%, atingindo R$ 4,8865. No mercado internacional, o índice DXY, que mede o desempenho do dólar em relação a uma cesta de moedas estrangeiras, perdeu 0,53%, enquanto o euro subiu 0,48% em relação ao dólar e a libra ganhou 0,31%.
Dados econômicos abaixo das expectativas impulsionam bolsas de NY antes do Natal
As bolsas de valores de Nova York fecharam a sessão desta quinta-feira com um desempenho notavelmente positivo, criando um clima otimista antes das festas de fim de ano.
O principal impulsionador desse movimento foi a divulgação de dados econômicos dos Estados Unidos, que, embora tenham ficado aquém das expectativas, reforçaram a ideia de que a economia norte-americana está passando por um “pouso suave”, um cenário em que o crescimento é mais moderado e estável.
O índice Dow Jones encerrou o dia com uma alta de 0,87%, atingindo os 37.404,35 pontos, enquanto o S&P500 ganhou 1,03%, fechando aos 4.746,75 pontos. O Nasdaq também teve um desempenho positivo, avançando 1,26% e alcançando os 14.963,87 pontos. Esses números refletem a confiança dos investidores de que o Federal Reserve (Fed), o banco central dos EUA, pode optar por uma política monetária mais flexível no primeiro trimestre de 2024, buscando estimular a economia.
No entanto, nem todos os setores tiveram ganhos, já que as ações da Paramount sofreram uma queda de 2,77% após surgirem notícias de discussões de fusão com a Warner Bros Discovery, o que gerou incertezas no mercado.
Além disso, os rendimentos dos títulos do governo dos EUA, conhecidos como Treasuries, também apresentaram avanços. O juro do T-bond de 30 anos subiu para 4,031%, enquanto os da T-note de 2 anos, 5 anos e 10 anos também registraram aumentos.
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