
Os fundos cambiais e os fundos de renda fixa de dívida externa registraram desempenho expressivo de janeiro a julho deste ano, atingindo rentabilidades de, respectivamente, 19,96% e 18,40% no período, as maiores do ano entre todos os tipos de fundos classificados pela ANBIMA (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais).
“Com a depreciação do real e o dólar subindo ao maior patamar desde 2021, os fundos atrelados à moeda americana têm se mostrado uma opção atraente para os investidores interessados em diversificar e aumentar o potencial de rentabilidade da sua carteira”, afirma Pedro Rudge, diretor da ANBIMA.
Entre os tipos de fundos de ações, o destaque com rentabilidade positiva entre janeiro e julho são os que investem no exterior, com retorno de 4,19%, ante uma desvalorização de 4,86% do Ibovespa no período. Já os multimercados do tipo investimento no exterior apresentaram rentabilidade de 5,87%, a segunda melhor da classe no período. Para fins de comparação, entre janeiro e julho o CDI acumula alta de 6,17%.
“Quem buscou esse tipo de fundo para ter exposição ao mercado externo e se proteger contra a desvalorização da nossa moeda tem colhido bons retornos mesmo em classes de fundos mais arrojadas, que, devido às incertezas macroeconômicas, tiveram seu desempenho prejudicado neste ano”, observa Rudge.
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