
Com o veto de Bolsonaro à “nova CPMF”, equipe econômica busca alternativas. Uma das possibilidades é o fim de privilégios nos impostos. Leia mais a seguir.
O Presidente Jair Bolsonaro foi contrário à inclusão de uma “nova CPMF” na reforma tributária. Com isso, Paulo Guedes enfatiza sobre a revisão na tributação para as rendas mais altas.
Nova CPMF: Reforma tributária
Depois das reformas trabalhista e previdenciária, é a vez da Reforma Tributária. No entanto, alguns entraves têm feito com que se busque alternativas para desonerar a folha de pagamentos do governo.
Com a “nova CPMF” vetada pelo Presidente, a equipe de Paulo Guedes estuda outras propostas. O aumento da arrecadação por meio de outras fontes é a busca para a criação de novos empregos e a retomada da economia.
Atualmente, a taxação de impostos para a população com renda mais alta é menor em comparação com as classes mais baixas. Isso porque muitas aplicações financeiras são isentas de impostos.
Sendo assim, uma das proposições do governo seria a tributação de IR sobre dividendos. Além disso, a possibilidade de cortes nas contribuições aos Sistema S e aumento nas alíquotas de impostos sobre consumo.
Para 2020 o governo tem a expectativa de diminuir as despesas e a dívida pública. Assim como espera um aumento das receitas, o que aliviaria seu caixa em torno de R$ 200 bilhões.
Mas isso só será possível se o Congresso aprovar as propostas de contenção de gastos. Além das barreiras às criações de novos gastos. Caso haja aprovação, o teto dos gastos estará normalizado até 2026.
De forma geral, a PEC sobre as mudanças fiscais é favorável ao equilíbrio das contas do governo. No entanto, a reforma tributária ainda precisa ser estudada com muita cautela antes de ser aprovada em definitivo.