Ambiente mais favorável

Alta da celulose ajuda Suzano (SUZB3) e Klabin (KLBN11), mas analistas seguem cautelosos com 2026

Restrição de oferta melhora preços no curto prazo, porém custos e demanda ainda limitam o setor.

Crédito: Depositphotos.
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  • Preços mais altos favorecem Suzano no curto prazo
  • Klabin tem efeito diluído pela diversificação operacional
  • Analistas veem limites estruturais para a alta do setor

A alta recente dos preços da celulose de eucalipto cria um ambiente mais favorável para Suzano (SUZB3) e Klabin (KLBN11) no curto prazo.

Ainda assim, analistas mantêm cautela, avaliando que o cenário positivo depende da sustentação da demanda e de novas restrições estruturais de oferta.

Preços mais altos favorecem geração de caixa

Em janeiro, os preços da celulose na China avançaram para US$ 580–590 por tonelada, com novo reajuste anunciado para fevereiro.

Esse movimento tende a beneficiar diretamente a Suzano (SUZB3), mais exposta ao mercado internacional e com maior sensibilidade aos preços globais.

No caso da Klabin (KLBN11), o impacto é mais equilibrado, já que a empresa combina celulose, papel e embalagens, diluindo a volatilidade do ciclo.

Custos e oferta ainda impõem limites

Segundo a XP Investimentos, restrições ambientais na Indonésia e eventos climáticos reduziram a oferta global de madeira.

Apesar disso, a XP alerta que, sem nova racionalização produtiva, a valorização sustentada dos preços segue desafiadora.

A Bradesco BBI destaca que, para Suzano e Klabin, custos, câmbio e demanda chinesa seguem como principais variáveis de risco em 2026.

Luiz Fernando

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.