
- Preços mais altos favorecem Suzano no curto prazo
- Klabin tem efeito diluído pela diversificação operacional
- Analistas veem limites estruturais para a alta do setor
A alta recente dos preços da celulose de eucalipto cria um ambiente mais favorável para Suzano (SUZB3) e Klabin (KLBN11) no curto prazo.
Ainda assim, analistas mantêm cautela, avaliando que o cenário positivo depende da sustentação da demanda e de novas restrições estruturais de oferta.
Preços mais altos favorecem geração de caixa
Em janeiro, os preços da celulose na China avançaram para US$ 580–590 por tonelada, com novo reajuste anunciado para fevereiro.
Esse movimento tende a beneficiar diretamente a Suzano (SUZB3), mais exposta ao mercado internacional e com maior sensibilidade aos preços globais.
No caso da Klabin (KLBN11), o impacto é mais equilibrado, já que a empresa combina celulose, papel e embalagens, diluindo a volatilidade do ciclo.
Custos e oferta ainda impõem limites
Segundo a XP Investimentos, restrições ambientais na Indonésia e eventos climáticos reduziram a oferta global de madeira.
Apesar disso, a XP alerta que, sem nova racionalização produtiva, a valorização sustentada dos preços segue desafiadora.
A Bradesco BBI destaca que, para Suzano e Klabin, custos, câmbio e demanda chinesa seguem como principais variáveis de risco em 2026.