
- B3 (B3SA3) teve alta de 29% no volume financeiro de ações
- Derivativos recuaram 11% e frustraram estimativas
- JPMorgan manteve recomendação neutra para a ação
A B3 (B3SA3) registrou volume financeiro médio diário de R$ 37 bilhões no segmento de ações em abril, alta de 29,2% na comparação anual, segundo prévia operacional divulgada pela companhia.
Apesar do desempenho forte em ações, bancos como JPMorgan e Goldman Sachs avaliaram os dados de forma mais cautelosa por causa da desaceleração observada na divisão de derivativos.
Ações mostram força na B3
Segundo o JPMorgan, o avanço do segmento de ações foi impulsionado pelo crescimento de 27% no valor de mercado médio das empresas listadas.
Além disso, a velocidade de giro das ações avançou para 171%, acima dos 168% registrados no mesmo período do ano passado.
O banco também destacou que o exercício de opções disparou para R$ 4,3 bilhões em abril, muito acima da média de R$ 1,5 bilhão observada nos últimos 12 meses.
Derivativos decepcionam mercado
Por outro lado, a divisão de derivativos apresentou desempenho mais fraco e ficou abaixo das projeções do JPMorgan.
O volume médio diário negociado caiu 14% na comparação anual, totalizando 11 milhões de contratos, pressionado principalmente pela menor atividade em câmbio e criptoativos.
Com isso, as receitas do segmento recuaram 11% no período, somando R$ 257 milhões.
Goldman vê normalização após março forte
O Goldman Sachs afirmou que a fraqueza em derivativos já era parcialmente esperada pelo mercado.
Segundo o banco, março apresentou volumes excepcionalmente elevados por causa da forte volatilidade e das mudanças nas expectativas para juros.
Enquanto isso, outras áreas da companhia continuaram mostrando resiliência. A custódia cresceu 16%, impulsionada principalmente por debêntures, fundos e instrumentos bancários.