Virada petroquímica

Braskem (BRKM5) ganha força no JPMorgan e banco vê “ponto de entrada” após alta das ações

Instituição eleva recomendação de títulos da petroquímica e aposta em melhora operacional mais longa do que o mercado prevê.

Braskem (BRKM5) ganha força no JPMorgan e banco vê “ponto de entrada” após alta das ações
  • Braskem (BRKM5) teve títulos elevados para compra pelo JPMorgan
  • Banco vê melhora relevante nos fundamentos da petroquímica
  • Oferta global apertada pode sustentar margens por mais tempo

O JPMorgan elevou a recomendação dos títulos da Braskem (BRKM5) com vencimento em 2030 e 2031 para overweight, equivalente à compra. A mudança acontece apenas uma semana após o banco também melhorar a visão sobre as ações da petroquímica.

Além disso, os analistas afirmaram que a perspectiva fundamental da companhia melhorou de forma relevante, impulsionada pelo aperto global na oferta petroquímica e pela melhora das margens do setor. Com isso, o mercado voltou a monitorar o potencial de recuperação da empresa.

Petrobras entra no radar positivo

Segundo o banco, um dos fatores mais construtivos para a tese envolve a atuação mais ativa da Petrobras (PETR4) na companhia. Dessa forma, a estatal deixou de ter papel mais passivo e passou a ser vista como elemento positivo para a administração e fornecimento de matéria-prima.

Ao mesmo tempo, o JPMorgan destacou que a liquidez da petroquímica ainda segue pressionada e merece atenção. Por isso, o processo de reorganização financeira continua sendo acompanhado de perto pelos investidores.

Ainda assim, os analistas acreditam que uma eventual reestruturação pode ocorrer de maneira menos agressiva do que o mercado teme, reduzindo riscos para credores e detentores dos títulos.

Oferta global apertada sustenta tese

O banco também apontou que problemas logísticos e interrupções na cadeia petroquímica global seguem sustentando preços e margens do setor. Isso porque danos em infraestrutura de óleo e gás no Oriente Médio continuam afetando a oferta global de polietileno e polipropileno.

Além disso, o JPMorgan acredita que a normalização da cadeia de suprimentos será mais lenta do que o esperado pelo mercado, o que pode beneficiar a petroquímica ao longo de 2026.

Agora, investidores acompanham a evolução da liquidez da companhia, o comportamento das margens e possíveis desdobramentos envolvendo a Petrobras.

Luiz Fernando

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.