Efeitos da reestruturação

Dasa (DASA3) volta ao lucro após reestruturação e reduz dívida em quase R$ 5 bilhões

Companhia de saúde reverteu prejuízo no primeiro trimestre com avanço operacional e melhora na geração de caixa.

dasa oferta acoes
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  • Dasa (DASA3) reverteu prejuízo e lucrou R$ 9 milhões no primeiro trimestre.
  • Receita e Ebitda cresceram forte com avanço do segmento de diagnósticos.
  • Dívida líquida caiu quase R$ 5 bilhões em um ano.

A Dasa (DASA3) registrou lucro líquido de R$ 9 milhões no primeiro trimestre de 2026, revertendo o prejuízo de R$ 111 milhões apresentado no mesmo período do ano passado.

Segundo a companhia, o resultado reflete os efeitos da reestruturação operacional realizada nos últimos meses, com foco maior no negócio de diagnósticos e disciplina financeira.

Receita e margens avançam

A receita bruta consolidada cresceu 14%, alcançando R$ 2,4 bilhões no chamado “escopo atual”, que desconsidera operações descontinuadas e ativos vendidos.

Além disso, a margem bruta avançou para 33,5%, acima dos 30,9% registrados um ano antes.

Enquanto isso, o Ebitda consolidado subiu 28%, somando R$ 573 milhões, com expansão da margem para 25,8%.

Diagnósticos puxaram desempenho

Segundo a empresa, o segmento de diagnósticos nacional foi o principal motor do crescimento no trimestre.

A receita da divisão avançou 15%, impulsionada pelo aumento do volume de exames e pela expansão das áreas premium, corporativa e atendimento domiciliar.

Ao mesmo tempo, a área de Hospitais e Oncologia Nordeste apresentou crescimento mais moderado, de 2%.

Caixa melhora e dívida despenca

A companhia também destacou melhora relevante na geração de caixa operacional. Sendo assim, o fluxo operacional ficou positivo em R$ 21 milhões, revertendo o consumo de caixa observado no primeiro trimestre de 2025.

Além disso, o fluxo de caixa livre também ficou positivo, enquanto o ciclo de conversão de caixa caiu para 60 dias.

No lado financeiro, a dívida líquida caiu fortemente, encerrando março em R$ 5,6 bilhões, contra mais de R$ 10,5 bilhões um ano antes. Com isso, a alavancagem recuou para 2,99 vezes, reforçando a melhora financeira da companhia.

Luiz Fernando

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.