Visão segue otimista

Direcional (DIRR3) cai após prévia do 2T26, mas bancos seguem vendo forte potencial para a ação

Apesar da reação negativa do mercado, Itaú BBA, Bradesco BBI e XP avaliam que os fundamentos da construtora continuam sólidos.

Foto: Divulgação
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  • Direcional (DIRR3) caiu após divulgar uma prévia operacional considerada mista para o 2T26.
  • Itaú BBA, Bradesco BBI e XP mantiveram visão positiva e recomendação favorável para a ação.
  • Bancos continuam vendo potencial de valorização, apoiados pelos fundamentos e pela geração de caixa da construtora.

As ações da Direcional (DIRR3) fecharam em queda no pregão de quinta-feira (9), após a divulgação da prévia operacional do segundo trimestre de 2026 (2T26). O mercado reagiu ao desempenho abaixo do esperado em alguns indicadores, especialmente nos lançamentos e nas vendas líquidas.

Apesar da pressão sobre os papéis, os principais bancos que acompanham a companhia mantiveram uma visão positiva para a construtora e reforçaram que a tese de investimento permanece intacta.

Mercado reage à desaceleração das vendas

Na avaliação do Itaú BBA, o segmento Minha Casa Minha Vida (MCMV) continuou resiliente, embora a Copa do Mundo tenha reduzido o ritmo de vendas em junho. Além disso, a Riva apresentou desempenho mais fraco, o que contribuiu para números inferiores às expectativas do banco.

Já o Bradesco BBI destacou que a desaceleração das vendas deve permanecer no radar dos investidores no curto prazo, mesmo com a companhia mantendo uma execução operacional considerada consistente.

Por sua vez, a XP Investimentos atribuiu o desempenho mais fraco principalmente à menor conversão de vendas durante o trimestre e à maior participação de parceiros nos lançamentos.

Bancos mantêm recomendação de compra

Mesmo após a queda das ações, os bancos continuam enxergando espaço para valorização. O Itaú BBA manteve recomendação Outperform, com preço-alvo de R$ 16,50, destacando o potencial de geração de caixa, crescimento e distribuição de dividendos.

O Bradesco BBI também reiterou recomendação de compra e preço-alvo de R$ 21, argumentando que a ação segue negociando a múltiplos considerados atrativos.

Além disso, a XP ressaltou que a geração de R$ 80 milhões em caixa, desconsiderando a venda de recebíveis, reforça a qualidade operacional da companhia, mesmo diante de um trimestre considerado misto.

Luiz Fernando

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.