
- A moeda americana abriu a semana com desvalorização, refletindo a baixa volatilidade nos mercados cambiais globais
- Investidores adotam cautela à espera de novos detalhes sobre os planos de tarifas de Donald Trump, que podem impactar os fluxos comerciais
- A incerteza sobre as políticas comerciais tem reduzido movimentos bruscos, mantendo os agentes financeiros em uma postura mais conservadora
O dólar iniciou esta segunda-feira (24) em queda frente ao real, refletindo a baixa volatilidade nos mercados de câmbio globais. Os investidores aguardam novas informações sobre os planos tarifários do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o que tem reduzido o apetite por grandes movimentações.
Às 9h12, o dólar comercial caía 0,14%, sendo negociado a R$ 5,709 para compra e R$ 5,710 para venda. Na B3, o contrato futuro da moeda para abril – o mais negociado no momento – registrava queda de 0,25%, cotado a 5.719 pontos.
Cotações do dólar
- Dólar comercial:
- Compra: R$ 5,709
- Venda: R$ 5,710
- Compra: R$ 5,762
- Venda: R$ 5,942
Expectativa do mercado
A queda da moeda americana ocorre após o dólar encerrar a última sexta-feira em alta. Os traders agora monitoram atentamente as novas tarifas comerciais que podem ser anunciadas pelos Estados Unidos. Relatórios da Bloomberg News e do The Wall Street Journal indicam que as medidas devem ser mais direcionadas e menos abrangentes do que o esperado inicialmente.
A incerteza sobre a política tarifária americana influencia o comportamento do câmbio, já que medidas mais severas poderiam impactar o comércio global e fortalecer o dólar. No entanto, a perspectiva de tarifas mais brandas trouxe alívio momentâneo para moedas emergentes, incluindo o real.
Perspectivas para o câmbio
Os mercados seguem atentos aos desdobramentos da política comercial americana, bem como a indicadores econômicos que possam influenciar o comportamento do dólar nos próximos dias. Além disso, o cenário interno brasileiro, incluindo fatores fiscais e expectativas sobre a política monetária do Banco Central, também podem impactar a trajetória da moeda.
Com a agenda econômica internacional em foco, o desempenho do dólar dependerá, portanto, da confirmação das medidas tarifárias dos EUA e de possíveis reações dos demais mercados globais.