Declarações fiscais

Dólar opera em baixa com atenção voltada ao Banco Central e EUA

Investidores monitoram a ata do Copom e aguardam declaração de Haddad sobre tarifas dos EUA.

Imagem/Reprodução
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  • Dólar inicia o dia em queda de 0,11%, cotado a R$ 5,746
  • Mercado aguarda a ata da reunião do Copom para avaliar sinais sobre a política monetária
  • Investidores monitoram falas do ministro Fernando Haddad e possíveis mudanças nas tarifas dos EUA

O dólar abriu as negociações desta terça-feira (25) em leve queda frente ao real, com os investidores atentos à divulgação da ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central e às expectativas em relação a possíveis declarações do ministro da Fazenda, Fernando Haddad.

Cotação do dólar

No início das operações, às 9h10, o dólar comercial registrava queda de 0,11%, sendo negociado a R$ 5,746 na venda. No mercado futuro, o contrato de primeiro vencimento da B3 apresentava uma baixa de 0,30%, a 5,751 pontos. Na segunda-feira (24), o dólar fechou em alta de 0,65%, atingindo R$ 5,7528.

Dólar comercial:

  • Compra: R$ 5,745
  • Venda: R$ 5,746

Dólar turismo:

  • Compra: R$ 5,777
  • Venda: R$ 5,957

Expectativa com a ata do Copom

Os investidores estão atentos ao conteúdo da ata do Copom para avaliar os próximos passos do Banco Central em relação à taxa básica de juros (Selic).

Na última reunião, o colegiado manteve a Selic em 10,50% ao ano, o que gerou incertezas sobre o futuro do ciclo de cortes nos juros. Um tom mais conservador no documento pode fortalecer o real, ao passo que uma sinalização mais dócil pode pressionar a moeda brasileira.

Declaração de Haddad e política dos EUA

Outro fator no radar dos mercados é uma possível declaração do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, sobre o cenário econômico e as tarifas impostas pelos Estados Unidos. Mudanças na política comercial americana podem impactar o fluxo de investimentos para o Brasil, influenciando a taxa de câmbio.

A volatilidade cambial também é influenciada pelo desempenho dos mercados globais, especialmente com a expectativa de novas sinalizações do Federal Reserve (Fed) sobre os juros nos EUA.

Caso o banco central americano adote um tom mais contracionista, a tendência é de fortalecimento do dólar globalmente, o que pode impactar o real.

Com diversos fatores em jogo, o mercado segue monitorando as próximas movimentações cambiais e aguardando definições tanto no Brasil quanto no exterior.

Rocha Schwartz
Paola Rocha Schwartz
Estudante de Jornalismo, apaixonada por redação e escrita! Tenho experiência na área educacional (alfabetização e letramento) e na área comercial/administrativ