
- Fleury (FLRY3) afirmou que a alavancagem entre 1 e 1,2 vez está alinhada aos níveis já divulgados ao mercado.
- A CEO Jeane Tsutsui reforçou que novas aquisições dependerão de estratégia, cultura e retorno financeiro.
- A relação dívida líquida/Ebitda ficou em 1,04 vez no primeiro trimestre de 2026.
O Fleury (FLRY3) afirmou que a projeção de alavancagem mencionada por sua CEO, Jeane Tsutsui, não representa uma nova informação ao mercado. Em resposta a um questionamento da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a companhia disse que a relação entre dívida líquida e Ebitda de 1 a 1,2 vez está em linha com seu histórico recente.
A manifestação ocorreu após declarações da executiva sobre a estratégia financeira do grupo. Segundo Tsutsui, o Fleury mantém disciplina na avaliação de aquisições e só avança em negócios que atendam a critérios de estratégia, cultura e retorno financeiro.
Fleury reforça cautela com aquisições
A CEO afirmou que a companhia não precisa realizar aquisições a qualquer custo. Portanto, o grupo pretende avaliar oportunidades de forma seletiva para evitar operações que possam destruir valor para os acionistas.
Além disso, Tsutsui destacou que o múltiplo EV/Ebitda do Fleury está atualmente em cerca de 5,5 vezes. Na avaliação da executiva, pagar acima desse patamar por um ativo pode tornar uma aquisição cara.
Assim, a estratégia indica que o grupo continuará analisando oportunidades de crescimento inorgânico, porém sem abandonar a disciplina financeira. O retorno esperado seguirá como um dos principais critérios para novos negócios.
Alavancagem permanece próxima de 1 vez
Segundo o Fleury, a relação entre dívida líquida e Ebitda ficou em 1,02 vez em 2025, após 1,01 vez em 2024 e 1,23 vez em 2023. Já no primeiro trimestre de 2026, o indicador alcançou 1,04 vez.
Dessa forma, a faixa de 1 a 1,2 vez mencionada pela CEO permanece próxima dos níveis registrados e divulgados pela companhia nos últimos anos.
A resposta à CVM, portanto, busca esclarecer que a declaração não representa uma mudança relevante na estrutura financeira do grupo. Para os investidores, o foco segue na capacidade do Fleury de combinar crescimento com controle da dívida e retorno adequado sobre eventuais aquisições.