
Na tarde desta quinta-feira (12), a ação da Hapvida (HAPV3) se destacou como a única alta no índice Ibovespa (IBOV), que apresenta forte aversão ao risco devido a decisões econômicas internas. Por volta das 15h55 (horário de Brasília), os papéis da operadora de saúde avançavam 4,12%, sendo negociados a R$ 2,78. No pico do dia, os papéis atingiram R$ 2,81, representando uma valorização de 5,24%.
A empresa já vinha de uma performance positiva no pregão anterior, quando subiu mais de 9%, impulsionada por expectativas em torno do reajuste dos planos de saúde. A estimativa do BTG Pactual aponta para um aumento de aproximadamente 5,6% nos preços dos planos para o biênio 2025-2026.
Em contraste com a performance da Hapvida, os outros 85 papéis do Ibovespa operavam no terreno negativo. Esse movimento reflete a reação do mercado à recente decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), que elevou a taxa básica de juros em 1 ponto percentual, para 12,25% ao ano. Além disso, o colegiado do Banco Central indicou que o ciclo de aumento da taxa deve continuar com mais duas elevações de 1 ponto percentual nas reuniões de janeiro e março de 2025.
Expectativa de crescimento com cenário desafiador
Apesar da volatilidade do mercado e do aumento nas taxas de juros, o presidente da Hapvida, Jorge Pinheiro, se mostrou otimista quanto ao desempenho da companhia nos próximos anos. Em evento com jornalistas, Pinheiro afirmou que a operadora de saúde tem um modelo de negócio cíclico e anticíclico, o que permite à empresa se adaptar bem a diferentes cenários econômicos. “Em tempos de dificuldade, todo mundo precisa rever suas despesas e seus custos. E o nosso ticket é mais acessível. Por isso, nosso modelo de negócio consegue perpetuar os negócios”, destacou o CEO.
A companhia aposta no crescimento, mesmo com a deterioração do cenário macroeconômico. Para o executivo, o aumento dos juros e a alta inflação podem afetar setores mais sensíveis ao consumo, como o de saúde, mas isso não deve impactar negativamente os resultados da Hapvida.
Plano de expansão e otimismo para o futuro
Além disso, o vice-presidente de Finanças e Relações com Investidores, Luccas Adib, destacou dois fatores que alimentam a visão otimista para a empresa: a queda da taxa de desemprego e a expansão das operações. Com a taxa de desemprego em níveis historicamente baixos, Adib acredita que a companhia terá uma oportunidade significativa de aumentar a venda de planos corporativos.
“O aumento gradual na ocupação no país amplia o poder de compra dos brasileiros. Isso permite maior adesão a diferentes tipos de planos de saúde, sejam individuais, massificados ou corporativos”.
explicou o CFO.