Índice em queda

Ibovespa fecha em recuo e interrompe sequência de altas

O Ibovespa encerrou a sequência de seis sessões consecutivas de alta e recuou 0,42% nesta quinta-feira (16), fechando aos 131.954,90 pontos.

Ibovespa fecha em recuo e interrompe sequência de altas
  • Frigoríficos lideram altas, enquanto setor bancário recua
  • Dólar sobe após sete quedas consecutivas
  • Ibovespa perde 0,42% e fecha abaixo dos 132 mil pontos

O Ibovespa encerrou a sequência de seis sessões consecutivas de alta e recuou 0,42% nesta quinta-feira (16), fechando aos 131.954,90 pontos. O índice foi pressionado pela reação do mercado à decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), que elevou a taxa Selic em mais 1 ponto percentual. O dólar comercial também interrompeu um ciclo de sete quedas seguidas e subiu 0,50%, cotado a R$ 5,676.

Impacto da decisão do Copom

A decisão do Copom de elevar a Selic já era amplamente esperada, mas o que chamou a atenção dos investidores foi o tom mais rígido do comunicado do Banco Central, sinalizando um cenário ainda desafiador para a política monetária nos próximos meses.

O discurso mais duro levou a uma elevação dos juros futuros (DIs) ao longo de toda a curva, pressionando as ações de setores mais sensíveis às taxas de juros, como bancos e varejo.

Movimentações no Ibovespa

Apesar da queda do índice, alguns setores conseguiram se destacar positivamente. O segmento de frigoríficos teve forte valorização:

  • JBS (JBSS3): +4,27%
  • Minerva (BEEF3): +8,41%, mesmo com prejuízo bilionário no 4T24
  • Marfrig (MRFG3): +6,70%

Por outro lado, o setor bancário teve um dia negativo. O Itaú Unibanco (ITUB4) recuou 0,93%, sendo uma das ações mais negociadas do dia. Já a B3 (B3SA3) subiu 0,40%, registrando sua segunda alta consecutiva, apesar do enfraquecimento do setor financeiro.

A Hapvida (HAPV3) registrou queda de 0,44% após divulgar seus números do quarto trimestre de 2024 e anunciar a adesão a um acordo de renegociação de dívidas.

Oscilações de Vale e Petrobras

As gigantes Vale (VALE3) e Petrobras (PETR4) apresentaram volatilidade ao longo do pregão. A Vale encerrou com leve queda de 0,31%, enquanto a Petrobras conseguiu uma leve alta de 0,22%, terminando o dia como a ação mais negociada.

Já a Embraer (EMBR3) teve um dos piores desempenhos do dia, com queda expressiva de 6,72%, liderando as baixas do pregão. A Natura (NTCO3), que vem acumulando perdas expressivas ao longo do ano, caiu mais 2,43%, ampliando sua desvalorização anual para mais de 25%.

Dólar e juros futuros

O dólar à vista subiu 0,50%, fechando a R$ 5,676, revertendo um movimento de sete quedas consecutivas. A valorização da moeda norte-americana foi influenciada pela postura conservadora do Federal Reserve, que indicou que não tem pressa para cortar os juros nos Estados Unidos.

Além disso, a atuação do Banco Central no mercado de câmbio não foi suficiente para impedir a valorização da divisa.

Os juros futuros também avançaram ao longo do dia, refletindo a postura mais dura do Copom e um maior prêmio de risco exigido pelos investidores diante do cenário macroeconômico incerto.

Perspectivas para o mercado

Com a decisão do Copom já precificada, o mercado agora volta suas atenções para os próximos passos da política monetária e os desdobramentos da economia global. O tom mais cauteloso do Banco Central pode manter, no entanto, a volatilidade elevada nos próximos pregões, especialmente em setores mais sensíveis à Selic.

Enquanto isso, os investidores seguem monitorando o desempenho de empresas estratégicas, como Vale e Petrobras, que podem ditar o ritmo do Ibovespa nos próximos dias. O cenário externo, com a postura do Federal Reserve e os impactos da política econômica na China, também seguirá no radar dos analistas.

Confira abaixo o resultado das principais ações:

Rocha Schwartz
Paola Rocha Schwartz
Estudante de Jornalismo, apaixonada por redação e escrita! Tenho experiência na área educacional (alfabetização e letramento) e na área comercial/administrativ