Oscilação

Ibovespa fecha estável, dólar avança e varejo se destaca

Índice Ibovespa oscilou pouco ao longo do dia, enquanto ações do setor varejista tiveram forte valorização.

Ibovespa fecha estável, dólar avança e varejo se destaca
  •  O índice fechou com leve alta de 0,03%, aos 131.190,34 pontos, em um pregão lateralizado e marcado pela cautela dos investidores
  • A moeda comercial avançou 0,27%, fechando cotada a R$ 5,699, refletindo pressões no mercado cambial
  • As taxas oscilaram durante o dia e encerraram sem uma direção única, indicando incerteza no cenário macroeconômico

O Ibovespa encerrou o pregão desta terça-feira praticamente estável, com leve alta de 0,03%, aos 131.190,34 pontos. O índice seguiu lateralizado ao longo do dia, refletindo um cenário de cautela por parte dos investidores.

O dólar comercial avançou 0,27%, encerrando o dia cotado a R$ 5,699, enquanto os juros futuros apresentaram oscilações e terminaram de forma mista.

Setor de commodities pesa no índice

As ações ligadas a commodities tiveram um desempenho negativo e ajudaram a conter ganhos mais expressivos do Ibovespa. A Vale (VALE3), papel mais negociado do dia, recuou 0,45%, refletindo ajustes no mercado global de minério de ferro. No setor de petróleo, a Petrobras (PETR4) caiu 0,27%, mesmo após um relatório manter recomendação de compra para os papéis da estatal.

As empresas independentes do setor de óleo e gás também registraram perdas. PRIO (PRIO3) recuou 1,20% e Brava (BRAV3) teve queda expressiva de 2,78%, após um relatório de análise rebaixar ambas as companhias, sinalizando desafios à frente para suas operações e receitas.

Varejo lidera ganhos do dia

Diferentemente das commodities, o setor varejista foi o grande destaque positivo do pregão. Magazine Luiza (MGLU3) teve forte valorização, disparando 7,08%. No entanto, o maior ganho do dia ficou com GPA (PCAR3), que saltou impressionantes 15,84%. O avanço ocorreu após o grupo Saint German receber apoio de dois acionistas para destituir o atual conselho do GPA, alimentando expectativas de mudanças estratégicas na empresa.

Outras varejistas também tiveram desempenho positivo, impulsionadas pelo movimento de recuperação de consumo e perspectivas de corte nos juros no médio prazo. Esse cenário animou investidores que buscam oportunidades em empresas do setor.

Bancos e Embraer registram desempenho misto

O setor bancário encerrou o dia sem uma direção única. Bradesco (BBDC4) teve leve alta de 0,21%, enquanto Banco do Brasil (BBAS3) oscilou e fechou com tímida valorização de 0,07%. O segmento seguiu influenciado por movimentos técnicos e ajustes de portfólio, sem catalisadores expressivos.

Já a Embraer (EMBR3) voltou ao centro das atenções após novos anúncios de vendas robustas. Apesar disso, as ações da fabricante de aeronaves encerraram o dia com queda de 1,32%, refletindo a divisão entre analistas quanto ao potencial de valorização do papel no curto prazo.

A maior queda do dia ficou com CSN (CSNA3), que registrou forte recuo, liderando as perdas do pregão. O papel sofreu, portanto, ajustes diante das preocupações com o cenário global para o setor de siderurgia.

Com um pregão marcado por volatilidade moderada, o mercado seguiu atento aos desdobramentos econômicos e às expectativas em torno da política monetária no Brasil e no exterior. O desempenho misto de setores-chave reforça, no entanto, a cautela dos investidores enquanto aguardam novos sinais para direcionar suas estratégias.

Confira abaixo os resultados das principais cotações:

Rocha Schwartz
Paola Rocha Schwartz
Estudante de Jornalismo, apaixonada por redação e escrita! Tenho experiência na área educacional (alfabetização e letramento) e na área comercial/administrativ