Viés de baixa

MRV (MRVE3) cai mais de 6% mesmo após lucro no balanço; mercado vê alerta na dívida

Construtora voltou ao lucro no 4º trimestre, porém preocupações com endividamento e operação nos EUA pressionaram as ações na bolsa.

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  • MRV (MRVE3) caiu cerca de 6,5% após balanço mesmo com lucro no trimestre
  • Receita subiu 27,8%, mas despesas financeiras e dívida seguem pressionando resultados
  • Subsidiária Resia, nos EUA, registrou prejuízo de R$ 110 milhões e preocupa investidores

As ações da MRV (MRVE3) operaram em forte queda após a divulgação do balanço do 4º trimestre de 2025. Por volta de 11h45, os papéis recuavam cerca de 6,5% na B3, mesmo após a companhia reportar lucro no período.

A construtora registrou lucro líquido de R$ 41,4 milhões, revertendo o prejuízo de R$ 249,8 milhões observado no mesmo trimestre de 2024. Ainda assim, o resultado não foi suficiente para animar os investidores.

Resultado melhora, mas dívida preocupa

A melhora do desempenho veio principalmente da operação brasileira de incorporação. As marcas MRV e Sensia sustentaram o crescimento das vendas e ajudaram a impulsionar o resultado do grupo.

Com isso, a receita líquida consolidada alcançou R$ 3,04 bilhões, avanço de 27,8% na comparação anual. Além disso, a margem bruta subiu para 29,5%, reforçando a recuperação operacional da companhia.

Mesmo assim, analistas apontam que o resultado foi prejudicado por despesas financeiras elevadas e endividamento relevante. O Ebitda ajustado de R$ 516 milhões superou as estimativas do Citi, porém o lucro ficou cerca de 35% abaixo das projeções.

Operação nos EUA pesa no balanço

Outro ponto de atenção segue sendo a Resia, subsidiária da MRV nos Estados Unidos. A divisão registrou prejuízo de R$ 110 milhões no trimestre, o que continua pressionando os resultados consolidados.

Além disso, no acumulado de 2025, a companhia reportou prejuízo líquido de R$ 1,04 bilhão. Parte do impacto veio de uma baixa contábil de US$ 144 milhões ligada à Resia.

Ainda assim, a empresa acredita que a operação brasileira deve ganhar força em 2026, impulsionada pelas mudanças no programa Minha Casa Minha Vida, que ampliaram a demanda por habitação popular.

Luiz Fernando

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.