
- MRV (MRVE3) reverte prejuízo e registra lucro ajustado de R$ 116,5 milhões no 4º trimestre
- Receita cresce 27,8% e Ebit salta para R$ 391,8 milhões com avanço nas vendas de imóveis
- Resultado financeiro e operação nos EUA ainda pressionam o balanço anual
A MRV&Co (MRVE3) reportou lucro líquido ajustado de R$ 116,5 milhões no 4º trimestre de 2025, revertendo o prejuízo de R$ 153,7 milhões registrado um ano antes. No resultado contábil, o lucro foi de R$ 41,4 milhões, também superando a perda de R$ 249,8 milhões do mesmo período de 2024.
Segundo a companhia, o desempenho reflete principalmente o aumento das vendas de imóveis e o controle de custos. Além disso, a melhora das margens ajudou a sustentar a recuperação operacional da construtora.
Vendas impulsionam resultados da MRV
A receita líquida consolidada atingiu R$ 3 bilhões no trimestre, avanço de 27,8% na comparação anual. O crescimento foi sustentado pela evolução das obras e pelo aumento das vendas de unidades.
Enquanto isso, as despesas operacionais recuaram 17%, somando R$ 505,3 milhões. Com custos mais controlados, o Ebit consolidado saltou para R$ 391,8 milhões, bem acima dos R$ 22,5 milhões registrados no mesmo período de 2024.
Na operação principal da companhia, focada no Minha Casa, Minha Vida, a MRV registrou lucro de R$ 168,9 milhões, revertendo o prejuízo de R$ 17,8 milhões do ano anterior. Além disso, a margem bruta avançou para 31%, alta de 4 pontos percentuais.
Dívida e operação nos EUA ainda pesam
Apesar da melhora operacional, o resultado financeiro seguiu pressionando o balanço. A empresa registrou despesa financeira líquida de R$ 275,2 milhões, aumento de 57,4% na comparação anual.
Ao mesmo tempo, a operação americana Resia ainda apresentou prejuízo de R$ 110 milhões no trimestre. Mesmo assim, a perda caiu 53% em relação ao ano anterior, após a venda de ativos para reduzir dívida.
No acumulado de 2025, porém, a MRV&Co (MRVE3) ainda fechou no vermelho. O prejuízo líquido consolidado atingiu R$ 1,04 bilhão, impactado principalmente pelos juros elevados e pelo peso da dívida no resultado financeiro.