
- O índice superou os 132 mil pontos nesta quinta (3), marcando nova máxima em meio a um dia volátil no mercado
- A moeda americana fechou a R$ 5,60, enquanto os juros futuros registraram perdas, aliviando a pressão nos ativos
- Apesar do fraco desempenho das commodities, papéis do setor financeiro e varejista puxaram a valorização do índice
O Ibovespa atingiu uma nova máxima nesta quinta-feira (3), superando os 132 mil pontos em meio a um dia de volatilidade no mercado. O dólar comercial recuou para R$ 5,60, enquanto os juros futuros registraram perdas. Apesar da pressão negativa no setor de commodities, as ações dos grandes bancos e varejistas ajudaram a impulsionar o principal índice da Bolsa brasileira.
Bancos e varejo sustentam alta do Ibovespa
O índice iniciou o pregão em queda, mas virou para o positivo com o desempenho dos grandes bancos e do setor de varejo. A virada veio após Bradesco (BBDC4) subir 0,56% e Santander (SANB11) ganhar 0,26%, enquanto o Itaú Unibanco (ITUB4) reduziu suas perdas para 0,35%.
Entre as varejistas, as ações de Assaí (ASAI3) subiram 3,97%, Magazine Luiza (MGLU3) avançou 3,40% e Grupo Mateus (GMAT3) ganhou 3,23%. O Grupo Pão de Açúcar (PCAR3) manteve o forte rali do pregão anterior e abriu com alta de 5,98%.
Petrobras e Vale pesam sobre o índice
Apesar do avanço do Ibovespa, o setor de commodities teve um dia negativo. As ações da Petrobras (PETR4) caíram 3,66%, refletindo a desvalorização do petróleo no mercado internacional. O barril do WTI despencou 7,20%, a US$ 66,55, enquanto o Brent recuou 6,68%, para US$ 69,94.
A mineradora Vale (VALE3) também teve um dia ruim, com suas ações recuando 2,27%, negociadas a R$ 55,64. A empresa enfrenta um cenário adverso com a queda nos preços do minério de ferro e novas tarifas comerciais impostas pelos Estados Unidos.
Cenário externo e impactos nos mercados
As tensões no mercado global aumentaram após a decisão do governo Trump de impor tarifas sobre produtos industriais, incluindo siderúrgicas e petróleo. O impacto foi sentido não apenas no Brasil, mas também nas bolsas internacionais. O índice de volatilidade dos EUA (VIX) disparou 22,27%, atingindo 26,30 pontos, enquanto o índice de volatilidade da Bolsa brasileira (VXBR) caiu 2,04%, para 15,85 pontos.
Enquanto isso, as empresas do setor de siderurgia e petróleo tiveram fortes perdas. CSN (CSNA3) caiu 1,89%, Gerdau (GGBR4) recuou 2,20% e Usiminas (USIM5) perdeu 0,86%. Já as petroleiras juniores, como PetroRio (PRIO3) e 3R Petroleum (RECV3), caíram 6,06% e 5,29%, respectivamente.
Apesar dos desafios globais, a Bolsa brasileira conseguiu manter um viés positivo ao longo do dia, sustentada pelos setores financeiros e de varejo. O mercado segue atento ao impacto das tarifas internacionais e às decisões de política monetária nos Estados Unidos, que podem influenciar o fluxo de capital estrangeiro para o Brasil.
Confira abaixo o resultado das principais ações: