
- Após atingir 132,5 mil pontos, o índice fechou com leve queda de 0,04%, aos 131.140,65 pontos
- O dólar comercial recuou 1,23%, fechando a R$ 5,629, alinhado à desvalorização global da moeda norte-americana
- O pregão foi marcado por forte oscilação, refletindo incertezas e movimentos externos
O pregão desta quinta-feira foi marcado por forte volatilidade no mercado brasileiro. O Ibovespa chegou a bater 132,5 mil pontos, mas encerrou o dia praticamente estável, com leve baixa de 0,04%, aos 131.140,65 pontos.
O dólar comercial, por sua vez, teve uma queda expressiva de 1,23%, encerrando a sessão cotado a R$ 5,629, acompanhando o movimento global de desvalorização da moeda norte-americana.
Impacto das commodities
As ações ligadas às commodities sofreram um verdadeiro tombo no pregão. A Vale (VALE3) registrou uma forte queda de 3,62%, refletindo a desvalorização do minério de ferro. A Petrobras (PETR4) também teve um desempenho negativo, caindo 3,32%, em resposta à queda de mais de 6% no preço do petróleo internacional.
A decisão da Opep+ de ampliar a produção da commodity a partir de maio adicionou pressão negativa sobre as petroleiras, levando empresas menores do setor a registrarem perdas ainda mais expressivas. A Brava (BRAV3), por exemplo, desvalorizou 7,18%.
Siderúrgicas também acompanharam o mau humor do setor de commodities. Gerdau (GGBR4) caiu 2,81%, enquanto CSN (CSNA3) recuou 2,00%, refletindo preocupações com novas tarifas no comércio internacional.
Bancos sobem e ajudam a conter perdas
Enquanto o setor de commodities pesou sobre o índice, os bancos tiveram um dia positivo e ajudaram a limitar as perdas do Ibovespa. O Itaú Unibanco (ITUB4) avançou 1,78%, enquanto o Bradesco (BBDC4) subiu 1,92%. A B3 (B3SA3) também figurou entre os destaques do dia, com alta de 2,50%, impulsionada pela expectativa de um maior fluxo de investimentos estrangeiros para o Brasil.
O bom desempenho dos bancos ocorreu em meio às projeções otimistas sobre o setor financeiro e um movimento de migração dos investidores para ativos menos voláteis diante do atual cenário global.
Varejo brilha com recuo dos juros
O setor de varejo foi um dos grandes destaques positivos do pregão, impulsionado pela queda das taxas dos DIs. O Magazine Luiza (MGLU3) liderou os ganhos, disparando 5,45%. Lojas Renner (LREN3) também apresentou desempenho positivo, com alta de 2,24%.
O recuo dos juros futuros abriu espaço para o avanço de empresas do setor, já que custos menores de financiamento costumam beneficiar o consumo e o crédito.
Maiores movimentações do dia
No ranking das ações mais negociadas, PETR4 liderou em volume, consolidando-se como o papel mais movimentado do dia. A maior alta do pregão ficou com AURE3, enquanto as petroleiras dominaram as maiores quedas, refletindo o pessimismo do mercado em relação ao setor de energia.
Com tantos fatores divergentes influenciando o mercado, a instabilidade do Ibovespa mostra que os investidores seguem atentos ao cenário macroeconômico global, buscando oportunidades em setores mais resilientes e fugindo de ativos mais expostos a oscilações externas.
Confira os destaques deste fechamento: