Ativo de proteção

Ouro sobe com tensão no Oriente Médio, mas juros seguram ganhos

Metal reage a falas de Trump e incertezas globais, enquanto dados dos EUA limitam avanço.

Foto: Getty images
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  • Ouro fecha em leve alta a US$ 4.667 por onça-troy
  • Tensão no Oriente Médio sustenta demanda por proteção
  • Juros altos nos EUA limitam avanço do metal

O ouro fechou em leve alta nesta segunda-feira, refletindo a escalada das tensões no Oriente Médio. O movimento aumentou a busca por ativos de proteção, mesmo diante de pressões vindas do cenário macroeconômico.

Além disso, declarações do presidente Donald Trump elevaram o tom do conflito com o Irã. Com isso, investidores reforçaram posições no metal.

Geopolítica sustenta o ouro

Na Comex, o ouro avançou 0,11% e encerrou cotado a US$ 4.667,80 por onça-troy. O movimento ocorreu após o aumento das incertezas no cenário internacional.

Além disso, a recusa do Irã em aceitar um cessar-fogo reforçou o clima de tensão. Esse cenário favorece ativos considerados seguros.

Com isso, o ouro segue como proteção em momentos de instabilidade global. A demanda permanece sustentada por riscos geopolíticos.

Juros altos limitam avanço

Apesar da alta, o metal enfrenta pressão dos juros elevados nos Estados Unidos. Rendimentos maiores reduzem a atratividade do ouro.

Além disso, dados fortes do mercado de trabalho americano indicam menor chance de corte de juros pelo Fed. A economia criou 178 mil empregos em março, acima das expectativas.

Dessa forma, o ouro fica preso entre dois vetores. Enquanto a geopolítica impulsiona, o cenário macro limita ganhos.

Luiz Fernando

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.