
- PRIO (PRIO3) pode devolver até US$ 2,78 bilhões aos acionistas em 2027
- Yield combinado pode superar 20%, segundo BBI
- Banco mantém cautela por riscos ligados ao petróleo e produção
A PRIO (PRIO3) animou investidores após sinalizar, durante a teleconferência do primeiro trimestre de 2026, uma possível política mais agressiva de recompra de ações e distribuição de dividendos.
Segundo o Bradesco BBI, a companhia poderá entregar uma remuneração “turbinada” aos acionistas já em 2027.
Retorno pode superar Petrobras
O banco estima espaço para retorno entre US$ 2,2 bilhões e US$ 2,78 bilhões aos investidores em 2027.
O cálculo considera um preço do Brent entre US$ 70 e US$ 80 por barril, além da manutenção do atual ritmo operacional da petroleira.
Com isso, o rendimento combinado entre dividendos e recompra de ações poderia ficar entre 21% e 26%, acima até mesmo da estimativa de dividend yield da Petrobras (PETR3; PETR4) para 2027.
Recompras já aceleram em 2026
A companhia desembolsou US$ 60 milhões em recompra de ações no primeiro trimestre.
Além disso, a expectativa da própria empresa é praticamente dobrar esse valor já no segundo trimestre de 2026.
Segundo o BBI, o forte fluxo de caixa livre da companhia pode sustentar uma remuneração elevada aos acionistas ao longo da próxima década.
BBI mantém cautela com ação
Apesar do potencial de retorno, o banco manteve recomendação neutra para os papéis, com preço-alvo de R$ 69 até o fim de 2026.
Entre os principais riscos apontados estão oscilações no preço do petróleo, problemas operacionais e possíveis impactos de novas aquisições.
Além disso, o banco destacou que uma eventual mudança de governo após as eleições pode aumentar a competição entre distribuição de capital e novas oportunidades de fusões e aquisições.