Demanda enfraquecendo

Suzano (SUZB3) tenta sustentar preços da celulose enquanto demanda global perde força

Bradesco BBI vê desaceleração nas compras na China e pressão sazonal antes do período mais fraco para o papel.

Crédito: Depositphotos.
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  • Suzano (SUZB3) elevou preços de papéis na Europa em meio à pressão de custos
  • Bradesco BBI vê enfraquecimento gradual da demanda por celulose na China
  • Oferta global mais apertada ainda sustenta preços no curto prazo

O Bradesco BBI afirmou que os preços globais da celulose começaram a perder força mesmo antes da desaceleração sazonal da demanda por papel. Ainda assim, a Suzano (SUZB3) anunciou novos reajustes de preços na Europa para preservar margens em meio à pressão de custos.

Segundo o banco, a celulose de fibra curta permaneceu estável na China em US$ 606 por tonelada, enquanto a fibra longa continuou em US$ 662/t. Com isso, o mercado acompanha sinais de enfraquecimento gradual no apetite de compra asiático.

China desacelera compras

De acordo com os analistas, compradores chineses reduziram ritmo de aquisição nas últimas semanas diante da expectativa de aumento de oferta global. Dessa forma, o início previsto do projeto OKI II, entre o fim de 2026 e início de 2027, passou a influenciar o comportamento do mercado.

Ao mesmo tempo, o Bradesco BBI avalia que a oferta ainda relativamente apertada deve sustentar os preços próximos dos níveis atuais no curto prazo. Por isso, o banco não projeta uma queda brusca nos próximos meses.

Além disso, os custos elevados de energia e matérias-primas seguem pressionando a indústria global de papel e celulose.

Suzano eleva preços na Europa

Em paralelo, a companhia anunciou aumento de 6% nos preços de papéis UWF, CWF e cutsize na Europa para pedidos faturados a partir de junho. Segundo o banco, a medida reforça a resiliência dos preços no mercado europeu.

Por outro lado, a empresa já havia promovido reajustes semelhantes em março, indicando continuidade da estratégia de preservação de rentabilidade diante do cenário de custos elevados.

Agora, investidores acompanham os impactos da demanda chinesa, da nova oferta global e dos reajustes de preços sobre as margens da companhia.

Luiz Fernando

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.