
- TIM (TIMS3) recebeu recomendação neutra do Goldman Sachs
- Banco destacou forte potencial de dividendos da operadora
- Limitações em banda larga fixa seguem no radar do mercado
O Goldman Sachs retomou cobertura da TIM (TIMS3) com recomendação neutra e preço-alvo de R$ 24,80. Apesar disso, o banco destacou a forte perspectiva de dividendos e geração de caixa da operadora.
Além disso, os analistas avaliam que a companhia negocia com múltiplos mais atrativos do que a Vivo. Com isso, o mercado voltou a monitorar o potencial de remuneração aos acionistas nos próximos anos.
Dividendos seguem como principal atrativo
Segundo o banco, a operadora deve entregar dividend yield estimado de 9,7% em 2026, acima do projetado para a rival Vivo. Dessa forma, a geração de caixa continua sendo um dos principais pilares da tese de investimento.
Ao mesmo tempo, o Goldman destacou os ganhos operacionais obtidos com renegociação de contratos de torres e programas de eficiência interna. Por isso, a expectativa é de expansão gradual das margens EBITDA nos próximos anos.
Além disso, a instituição projeta crescimento contínuo das distribuições aos acionistas até 2028.
Limitações estruturais preocupam
Por outro lado, o banco apontou desafios ligados à convergência do setor de telecomunicações. Isso porque a companhia possui presença limitada em banda larga fixa quando comparada a concorrentes como Vivo e Claro.
Ainda assim, o Goldman considera o guidance operacional da companhia factível, sustentado pelo reajuste de preços próximo da inflação e pela migração de clientes para planos de maior valor agregado.
Agora, investidores acompanham a evolução operacional da empresa e a capacidade de sustentar crescimento de caixa e dividendos.