
- Vibra (VBBR3) e Ultrapar (UGPA3) devem ter margens fortes no segundo trimestre.
- Goldman vê Ebitda até 32% acima do consenso para Vibra.
- Política de preços da Petrobras segue favorecendo distribuidoras.
As ações da Vibra (VBBR3) e da Ultrapar (UGPA3) voltaram ao radar do mercado após o Goldman Sachs elevar as projeções para as margens das distribuidoras de combustíveis no segundo trimestre de 2026.
Segundo o banco, a política de preços da Petrobras (PETR4) continua sustentando um ambiente extremamente favorável para as maiores distribuidoras do país.
Margens podem superar consenso
O Goldman projeta que a Vibra entregue um Ebitda ajustado até 32% acima do consenso do mercado no segundo trimestre.
Enquanto isso, a Ipiranga, controlada pela Ultrapar, pode registrar resultado aproximadamente 25% superior às expectativas médias dos analistas.
Além disso, o banco destacou que as margens de distribuição dispararam no primeiro trimestre, impulsionadas principalmente pelo descasamento entre os preços domésticos e a paridade internacional dos combustíveis.
Política da Petrobras favoreceu setor
Segundo os analistas, a estatal evitou repassar integralmente a volatilidade internacional do petróleo aos preços locais durante março.
Nesse cenário, distribuidoras com maior acesso ao combustível fornecido pela Petrobras acabaram beneficiadas em relação aos importadores independentes.
O Goldman calcula que os preços domésticos praticados pela estatal seguem aproximadamente 32% abaixo da paridade de importação, mantendo um cenário positivo para margens no curto prazo.
Vibra segue preferida do banco
O Goldman reiterou recomendação de compra para a Vibra (VBBR3), com preço-alvo de R$ 43,40 em 12 meses.
Além disso, o banco destacou que o perfil mais focado exclusivamente na distribuição de combustíveis favorece a companhia neste ambiente operacional.
Por outro lado, a recomendação para Ultrapar (UGPA3) permaneceu neutra, apesar da expectativa de melhora relevante nos resultados da Ipiranga.
Oriente Médio também entra no radar
Ao mesmo tempo, o banco destacou que o conflito no Oriente Médio pode continuar influenciando os spreads e o mercado global de combustíveis.
Nesse contexto, a maior exposição da Ipiranga às operações de trading também passou a ganhar relevância nas projeções dos analistas.