
- WEG (WEGE3) pode enfrentar pressão temporária nas margens devido à expansão de capacidade.
- Segmento de transmissão e distribuição deverá praticamente dobrar de tamanho.
- Bank of America vê crescimento forte nos próximos anos, mas mantém recomendação neutra para a ação.
A WEG (WEGE3) recebeu uma avaliação que mistura cautela e otimismo por parte do Bank of America. Segundo o banco, a expansão da capacidade produtiva no segmento de transmissão e distribuição de energia deve pressionar os resultados no curto prazo, mas fortalecer ainda mais a trajetória de crescimento da empresa nos próximos anos.
Além disso, a instituição manteve recomendação neutra para as ações e preço-alvo de R$ 53, indicando que parte importante das perspectivas positivas já está refletida nas cotações atuais.
Expansão pode apertar margens temporariamente
O principal alerta dos analistas está ligado ao processo de ampliação da capacidade produtiva da companhia.
Segundo o relatório, a WEG começará a reconhecer custos relacionados à expansão antes que as novas unidades estejam operando em plena capacidade e gerando receitas equivalentes.
Por isso, o Bank of America estima uma pressão de aproximadamente 1 ponto percentual sobre a margem Ebitda no segundo semestre de 2026.
Capacidade de energia será praticamente dobrada
Apesar da preocupação de curto prazo, o banco avalia que o movimento reforça uma das principais teses de crescimento da companhia.
A WEG pretende ampliar significativamente sua capacidade de transmissão e distribuição de energia no Brasil, além de avançar com projetos no México e na Colômbia.
Com isso, a divisão de energia, que já representa mais de 20% das receitas da empresa, deverá praticamente dobrar de tamanho nos próximos anos.
Banco vê melhora forte a partir de 2028
Na visão do Bank of America, o impacto negativo observado inicialmente tende a se transformar em benefício relevante conforme a ocupação das novas fábricas aumente.
Além disso, a instituição projeta crescimento acelerado das receitas e dos lucros entre 2027 e 2028, impulsionado principalmente pela expansão do negócio de energia.
Mesmo assim, o banco avalia que as ações já negociam com prêmio elevado e entende que não há espaço significativo para revisões positivas de resultados no curto prazo, motivo pelo qual manteve postura mais conservadora sobre o papel.