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Na falta de responsabilidade contábil da Americanas, quem está se "ferrando" são os Bancos

Foto/Reprodução GDI
Foto/Reprodução GDI

A Americanas, encontrou uma inconsistência contábil de cerca de R$ 20 bilhões em uma análise preliminar, de acordo com um fato relevante enviado ao mercado nesta quarta-feira (11). 

A empresa afirmou que ainda não é possível determinar todos os impactos dessas inconsistências em seus resultados e no balanço patrimonial. 

Entre as inconsistências encontradas, está a existência de operações de financiamento de compras não refletidas corretamente nas contas de fornecedores. 

O Conselho de Administração da Americanas decidiu criar um comitê independente para investigar as circunstâncias que levaram às referidas inconsistências contábeis.

Em relatório o Bradesco BBI diz que a regularização das “inconsistências” contábeis do balanço da Americanas SA (AMER3), estimadas em R$ 20 bilhões, podem levar os bancos credores a ter de fazer uma baixa contábil nesse valor, no pior dos cenários.

A questão diz respeito ao financiamento tomado pela varejista em bancos para pagar fornecedores, operações conhecidas como “risco sacado” ou “fotfait”.

De acordo com o BBI, no pior cenário os bancos teriam de baixar a prejuízo (“write off”) os R$ 20 bilhões. Traduzindo o “economês”, o bancos podem ter que assumir o rombo gerado pela Americanas.

Para as seis instituições financeiras cobertas pelo BBI, isso teria um impacto de 4,5% em capital. O risco pautado já afeta as ações do setor:

Preço AtualMaior altaMaior baixaVariação entre alta e baixaPreço de aberturaVariação desde abertura (%)Variação desde abertura (em R$)
BBDC415,1115,3514,93,02%15,31-1,30634%-0,04
ITUB426,0326,225,43,15%25,52,07843%-0,7
BBAS335,535,7135,012,00%35,57-0,19680%-0,14
SANB1130,3530,8930,172,39%30,79-1,42904%-0,1