Os shoppings centers no Brasil estão projetados para experimentar um crescimento mais baixo em 2024 em comparação anual, mas ainda assim, um aumento de cerca de 4% no aluguel médio é esperado, segundo análises do Santander. Este crescimento mais fraco, no entanto, não deve ser interpretado como um desempenho mais fraco entre as ações do setor.
O banco prevê que o crescimento da receita desacelere para 1,5% em relação à inflação dos últimos 12 meses. Este movimento deve atingir seu ponto mais baixo no primeiro semestre de 2024, possivelmente impactando as taxas de aluguel de lojas semelhantes (SSR, na sigla em inglês). Apesar disso, o trabalho realizado nos últimos trimestres pelos operadores de shoppings criou um bom “colchão”, já que o SSR subiu muito acima da inflação no período, sustentando a tendência de crescimento do aluguel médio em 2024.
Quanto aos papéis do setor, o Santander observa que os preços estão cerca de 38% abaixo do preço médio de fechamento pré-pandêmico de 2019, apresentando um desconto médio de 30% em relação ao histórico de 12 meses. Isso sugere um bom ponto de entrada para investidores no setor.
O Santander também destaca que a contínua queda na taxa Selic pode ser um impulsionador importante para a reavaliação das ações de shoppings. A capacidade da empresa de gerar Receita Operacional Líquida (NOI) e de fundos sobre operações ajustados (AFFO) em conjunto com as taxas de retorno necessárias nos investimentos são fatores cruciais nesse contexto.
Iguatemi (IGTI11) é apontado como a principal escolha no setor, seguido pela Multiplan (MULT3), enquanto a Allos recebeu uma recomendação elevada para outperform. Os operadores com forte resistência de carteira e exposição aos segmentos de renda mais altos, como lojas de varejo de luxo, são preferidos.
O Bank of America (BofA) compartilha uma visão similar, projetando um bom desempenho para o setor impulsionado pelas quedas de taxas de juros. O BofA enfatiza a recuperação dos fundamentos e a visibilidade nos lucros em relação ao período pré-pandêmico. A análise do banco ressalta que os shoppings estão agora mais preparados para enfrentar o comércio eletrônico e beneficiam-se da consolidação do setor.
Por outro lado, o BTG Pactual contesta alguns mitos sobre o setor de shoppings, como o suposto impacto negativo do comércio eletrônico. O banco observa que o crescimento tem se apresentado em aluguéis, mesmo em um cenário macroeconômico desafiador, e destaca que a resiliência do setor não foi afetada pelo comércio online. Consequentemente, a análise do BTG Pactual aponta uma oportunidade de compra devido à redução dos múltiplos.
A escolha ‘top pick’ para os papéis do setor é o Iguatemi, com um portfólio premium e uma negociação atraente em termos de preço sobre o FFO para 2024.
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