
Os recentes aumentos nos preços dos combustíveis no Brasil gerou impacto direto no setor logístico. A gasolina subiu 2,45%, o etanol aumentou 3,91%, o diesel teve um reajuste de 4,28%, e o querosene de aviação (QAV) registrou um acumulado de 8,7% em março de 2025, comparado a dezembro de 2024.
Com o transporte rodoviário responsável por 60% das cargas no país, o aumento no diesel, por exemplo, afeta os custos operacionais das empresas e pode refletir inclusive nos preços repassados aos consumidores. “Isso porque quando esse cenário se mantém, o impacto no faturamento das empresas de logística pode variar entre 3% e 5%”, explica Sérgio Ricardo, Controller da Viktória Cargas.
Além disso, a cobrança adicional de ICMS em alguns estados tem agravado a situação, especialmente para grandes operações. A dependência do mercado externo para a compra de petróleo e a falta de investimento em refinarias reforçam a necessidade de maior estabilidade no setor.
“Para garantir mais previsibilidade no mercado de combustíveis, é crucial que o Brasil avance em infraestrutura de refino e explore alternativas energéticas no longo prazo”, completa Sérgio.