Retenção de prêmios

Após acumular R$ 169 mil no "Jogo do Tigrinho" sem conseguir sacar, homem aciona a Justiça

Defensoria Pública denuncia estratégia comum de retenção de prêmios e condicionamento de saques a novos depósitos.

Após acumular R$ 169 mil no "Jogo do Tigrinho" sem conseguir sacar, homem aciona a Justiça
  • Homem no Distrito Federal acumulou R$ 169 mil na plataforma, mas teve saque bloqueado
  • Plataforma exigiu novos depósitos como condição para liberar o valor
  • Defensoria Pública alerta que esse tipo de prática é comum e prejudica consumidores

Um morador do Distrito Federal acumulou mais de R$ 169 mil no “Jogo do Tigrinho”, mas teve o valor retido pela plataforma. Segundo a Defensoria Pública do Distrito Federal (DPDF), o site alegou que ele precisaria fazer novos depósitos para atingir um “novo nível” e, só então, poderia sacar seus ganhos.

O homem, que acreditava ter conquistado o valor de forma legítima, percebeu que se tratava de um golpe quando, mesmo após novos depósitos, o dinheiro continuava indisponível. A DPDF entrou com uma ação judicial para tentar reaver os recursos.

Prática comum de retenção de saldos

De acordo com o defensor público-geral Celestino Chupel, esse tipo de estratégia é amplamente utilizada pelas empresas que operam a plataforma.

“Nosso dever é proteger os consumidores que se encontram em situações como essa, auxiliando as vítimas a buscarem reparos pelos prejuízos financeiros e garantindo seus direitos”, afirmou.

Segundo a Defensoria, essas plataformas geralmente atraem jogadores com promessas de ganhos fáceis e permitem que acumulem valores. No entanto, no momento do saque, criam empecilhos e exigem novos depósitos. Dessa forma, mantendo o dinheiro bloqueado sob justificativas duvidosas.

Golpes e endividamento

O “Jogo do Tigrinho” tem sido alvo de críticas e investigações em diversas partes do Brasil. A plataforma atrai usuários com publicidade agressiva, destacando ganhos financeiros rápidos e acessíveis.

No entanto, relatos indicam que muitos jogadores acabam perdendo dinheiro e comprometendo sua renda em busca de uma chance ilusória de lucro.

O defensor público Antônio Carlos Cintra alerta para os riscos dessas plataformas:

“A publicidade é toda voltada para a obtenção de lucro, sem qualquer limite ou transparência. Depois, impõem bloqueios arbitrários e condições que não foram previamente informadas. Isso cria um ciclo vicioso, onde o usuário continua depositando dinheiro na esperança de recuperar o que já perdeu.”

A Defensoria Pública reforça que os consumidores devem estar atentos a esses tipos de golpe e evitar investimentos em plataformas que não oferecem garantias reais de segurança e transparência.

Rocha Schwartz
Paola Rocha Schwartz
Estudante de Jornalismo, apaixonada por redação e escrita! Tenho experiência na área educacional (alfabetização e letramento) e na área comercial/administrativ