Desvalorização Abrupta

Brava Energia (BRAV3) afunda mais de 13% com queda do Petróleo, e petroleiras sentem o impacto em massa

Ações da Brava Energia desabam com queda do petróleo e tensão entre EUA e China. BRAV3 recua mais de 13% em meio à aversão global ao risco; outras petroleiras também enfrentam perdas pesadas.

Foto/Reprodução: Brava Energia
Foto/Reprodução: Brava Energia
  • A ação fechou a R$ 18,20 e liderou as perdas no setor de energia na B3.
  • A taxação mútua entre as duas potências pressionou o Brent e os ativos de energia.
  • Prio, PetroReconcavo e Petrobras recuaram de forma significativa no pregão.

A Brava Energia (BRAV3) registrou uma forte queda de 13,58% no pregão desta quinta-feira (4), encerrando o dia cotada a R$ 18,20. A ação liderou as perdas entre as petroleiras brasileiras, pressionada pelo recuo acentuado do petróleo Brent e pela deterioração do cenário internacional.

O mercado reagiu à escalada da guerra comercial entre Estados Unidos e China, com impacto direto nos preços das commodities e nas ações de empresas ligadas ao setor de energia. O movimento negativo também atingiu Prio (PRIO3), PetroReconcavo (RECV3) e Petrobras (PETR3; PETR4).

Guerra comercial pressiona mercado global de energia

A nova rodada de sanções comerciais entre EUA e China alterou radicalmente o humor dos mercados nesta semana. Após a decisão do governo de Donald Trump de elevar tarifas sobre produtos chineses, a China respondeu com uma taxação de 34% sobre as importações vindas dos Estados Unidos. Esse movimento provocou temores de desaceleração econômica global, especialmente no setor industrial.

Além disso, investidores migraram para ativos mais seguros, abandonando posições em setores sensíveis a ciclos econômicos, como energia. O petróleo Brent, referência global para o setor, acumulou queda superior a 8% nos últimos dois dias. Portanto, empresas de petróleo e gás com forte dependência do preço da commodity sofreram o impacto direto da aversão ao risco.

Brava lidera perdas em meio à tempestade

A ação BRAV3 despencou 13,58% na sessão de quinta-feira, liderando o bloco de quedas entre as petroleiras brasileiras. O papel fechou a R$ 18,20, pressionado pela percepção de menor demanda global e incerteza macroeconômica. Embora a empresa não tenha divulgado fatos relevantes específicos, a correlação com o Brent e a reação negativa do setor explicam o movimento.

Além disso, analistas destacaram que a Brava Energia possui elevada sensibilidade às variações do preço do barril. Portanto, em períodos de retração do petróleo, o mercado costuma penalizar ações como BRAV3 de maneira mais intensa. A forte queda indica que investidores estão reprecificando ativos com base em um cenário mais desafiador.

Outras petroleiras também registram quedas relevantes

A pressão sobre o setor não ficou restrita à Brava. Outras empresas listadas na B3 e ligadas ao petróleo também encerraram o dia no vermelho. A Prio (PRIO3) caiu 9,39%, negociada a R$ 33,37. Já a PetroReconcavo (RECV3) recuou 6,75%, cotada a R$ 14,66. Por fim, a Petrobras sofreu quedas expressivas tanto em suas ações ordinárias (PETR3), que caíram 6,09% e fecharam a R$ 36,98, quanto nas preferenciais (PETR4), que recuaram 4,81% e terminaram o dia a R$ 34,27.

Esses números refletem uma fuga generalizada de investidores do setor de óleo e gás, especialmente diante do risco de queda prolongada no preço do petróleo. Além disso, o ambiente político global contribui para aumentar a incerteza e a cautela nos mercados.

Perspectiva continua negativa no curto prazo

Especialistas afirmam que, enquanto persistirem as tensões entre EUA e China, o mercado continuará penalizando ativos cíclicos. O petróleo tende a sofrer com a perspectiva de demanda global menor, e isso afeta diretamente as ações do setor.

Portanto, empresas como Brava, Prio e PetroReconcavo podem continuar sob pressão nas próximas semanas. Mesmo a Petrobras, que conta com ativos mais diversificados, não escapa dos efeitos de um Brent mais fraco. O cenário exige cautela por parte dos investidores, especialmente aqueles expostos a ativos sensíveis a commodities.

Por outro lado, alguns analistas acreditam que o movimento recente pode abrir oportunidades de compra no longo prazo, especialmente se os fundamentos das companhias seguirem sólidos. No entanto, no curto prazo, o pessimismo prevalece.

Luiz Fernando
Estudante de Jornalismo, apaixonado por esportes, música e cultura num geral.