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BTG nega compra do Banco Master

BTG Pactual nega proposta de aquisição de ativos do Master. Banco desmente rumores sobre oferta e reforça monitoramento de oportunidades no setor.

BTG nega compra do Banco Master
  • O banco divulgou nota oficial afirmando que jamais apresentou oferta, direta ou simbólica, para adquirir ativos ou participação no capital do Master.
  • A operação do BRB definiu a compra de 58% do capital total do Master no valor de R$ 2 bilhões, incluindo ativos saudáveis e excluindo precatórios e fundos de participação.
  • Enquanto o BTG se mantém cauteloso com ativos de risco, o BRB aposta na aquisição seletiva como ferramenta de crescimento.

O BTG Pactual divulgou uma nota oficial negando que tenha feito qualquer proposta para adquirir ativos ou participação no Banco Master. Informações que circularam nos últimos dias apontavam uma suposta oferta, o que foi desmentido pelo banco. Enquanto isso, o Banco de Brasília (BSLI3) confirmou a compra de uma fatia majoritária do Master, excluindo da negociação os ativos ligados a precatórios. Ambos os bancos demonstram estratégias distintas diante da atual movimentação do mercado financeiro.

BTG nega proposta e afirma compromisso com o mercado

O BTG Pactual divulgou na noite de 2 de abril um comunicado para esclarecer rumores recentes. De acordo com a nota, o banco afirmou que “nunca fez proposta para aquisição de ativos ou de participação no capital social do Banco Master.” A declaração veio após notícias indicarem uma possível proposta com um valor simbólico, com o objetivo de assumir o passivo do Master.

O diretor de Relações com Investidores do BTG, Renato Hermann Cohn, assinou o comunicado. Ele reforçou que o banco acompanha ativamente o mercado, mas que, neste caso específico, nenhuma negociação ocorreu.

Além disso, o BTG destacou que monitora oportunidades no setor bancário que possam gerar valor para os acionistas. Ainda assim, ressaltou que qualquer movimentação precisa ocorrer com o aval dos órgãos reguladores. Portanto, apesar do interesse constante em aquisições, o banco rechaçou qualquer envolvimento com o Master.

Rumores surgiram após venda ao BRB

A especulação sobre uma possível proposta do BTG surgiu após o anúncio da venda parcial do Banco Master ao BRB. O Banco de Brasília confirmou a aquisição de 49% das ações ordinárias, 100% das preferenciais e 58% do capital total do Master. A operação, que envolve um aporte de R$ 2 bilhões, aguarda aprovação do Banco Central.

Segundo o BRB, o objetivo da aquisição é expandir a base de clientes e reforçar sua presença nacional. No entanto, a instituição deixou de fora ativos considerados de alto risco. Entre eles estão precatórios e fundos de participação.

Portanto, como parte do Master não entrou na negociação, cresceu a especulação de que outros bancos poderiam demonstrar interesse. Foi nesse contexto que o nome do BTG passou a circular entre analistas e veículos de imprensa. Apesar disso, a instituição optou por negar de forma contundente qualquer participação.

Estratégias diferentes em meio a um setor competitivo

Tanto o BRB quanto o BTG adotam estratégias distintas diante da movimentação no mercado bancário. Enquanto o Banco de Brasília aposta em aquisições seletivas, o BTG continua analisando cenários antes de agir.

Aliás, o BTG já realizou outras aquisições relevantes no passado, sempre com foco em gerar retorno sólido aos investidores. Dessa forma, o banco evita operações que envolvam riscos elevados ou passivos mal estruturados. A decisão de não participar da negociação com o Master reforça esse posicionamento.

Por outro lado, o BRB pretende consolidar sua atuação em um mercado cada vez mais competitivo. Portanto, escolheu ativos considerados estratégicos e com menor exposição a litígios ou inadimplência.

Além disso, o desmentido do BTG ajuda a frear rumores que poderiam influenciar o comportamento do mercado e dos clientes. A transparência da instituição nesse momento fortalece a confiança do setor e esclarece dúvidas que ainda pairavam sobre o negócio.

Luiz Fernando
Estudante de Jornalismo, apaixonado por esportes, música e cultura num geral.