
A situação dos opositores políticos abrigados na Embaixada da Argentina em Caracas se torna cada vez mais crítica. Nesta terça-feira, 1º de [mês relevante, ex: abril], eles denunciaram que o regime do ditador Nicolás Maduro está bloqueando a entrada de água potável na sede diplomática, uma medida que agrava ainda mais as condições já precárias em que se encontram. Segundo informações dos asilados, agentes de segurança da ditadura chavista impediram a entrega de galões de água potável por pelo menos três semanas.
De acordo com Magallí Meda, uma das cinco opositoras que buscam refúgio na embaixada desde março de 2024, as autoridades retiveram os caminhões de distribuição de água por horas. “Os deixam esperando uma e duas horas para, depois, dizerem que não há autorização de despachar”, informou Meda, ressaltando a crescente preocupação com a falta de recursos hídricos. Ela alertou que o local agora conta com “só uma mínima reserva” de água potável, o que ela considera uma grave escalada na repressão dos direitos básicos da população.
A opositora não hesitou em classificar a negativa de acesso à água como uma “linha vermelha que não tinham se atrevido a cruzar”. A situação se agrava ainda mais pela falta de eletricidade na embaixada, que se arrasta desde novembro de 2023. Os opositores alegam que a empresa estatal Corpoelec teria “roubado” os fusíveis elétricos do local, deixando-os sem energia para luz e outras necessidades básicas.
Omar González, outro opositor refugiado, também se manifestou sobre a situação desesperadora. Em um post em sua conta na rede social X, ele afirmou: “Sem água corrente nem eletricidade, a situação é crítica. Nossas vidas correm perigo! Não deixem que ocorra outra desgraça!”. A mensagem expressa um clamor por ajuda, visto que a condição de vida dos asilados se deteriora rapidamente.
Os outros opositores presentes na embaixada incluem Pedro Urruchurtu, Claudia Macero, e Humberto Villalobos, todos integrantes do grupo liderado pela opositora María Corina Machado. Eles também procuraram abrigo no local após a Procuradoria venezuelana emitir ordens de prisão contra eles no dia 20 de março de 2024. No dia seguinte, o ex-ministro dos Transportes e Comunicações, Fernando Martínez Mottola, buscou abrigo na embaixada. Ele permaneceu lá até 19 de dezembro de 2024, quando decidiu se apresentar voluntariamente à Procuradoria. Infelizmente, ele faleceu em fevereiro de 2025 devido a uma hemorragia intracerebral, conforme relataram os opositores.
Desde agosto de 2024, a embaixada está sob proteção do governo brasileiro, que assumiu a custódia após a expulsão de todo o corpo diplomático argentino pelo regime de Maduro. Contudo, em setembro, a administração venezuelana revogou a autorização concedida ao Brasil, acusando os asilados de planejarem supostos “atos terroristas” na embaixada. Mesmo assim, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva reafirmou seu compromisso em garantir a “custódia e defesa dos interesses” da Argentina até que o novo presidente Javier Milei designe outro Estado que possa ser aceito por Caracas.
No atual cenário, os opositores consumem apenas alimentos enlatados e dependem de um pequeno painel solar para energizar um ventilador e carregar celulares. As informações denunciam que a situação se torna mais insustentável a cada dia, e os opositores clamam urgentemente por ajuda.