
Na última segunda-feira, a Polícia Civil do Maranhão prendeu quatro funcionários do Grupo Mateus (GMAT3) por manter um homem negro em cárcere privado e sob tortura psicológica. De acordo com o portal de notícias UOL, o mesmo entrou em contato com a defesa dos funcionários, mas não obteve respostas.
Conforme mostra o relato à delegacia da cidade, os funcionários levaram a vítima ao almoxarifado do supermercado após o suposto furto. Desse modo, já no almoxarifado, a vítima foi algemada e amarrada com um pedaço de fio metálico a uma barra de ferro, por onde permaneceu durante 4 horas. Durante este tempo, sofreu ameaças dos seguranças do supermercado para que confessasse o furto.
“Os funcionários, em vez de realizarem o procedimento legal de acionamento da Polícia Militar ou da Polícia Civil, para que ele fosse conduzido e autuado pelo crime de furto, o que eles fizeram foi amarrá-lo, praticar tortura psicológica e ainda tortura física, porque ele foi mantido amarrado em uma barra de ferro, em pé, por quatro horas.”
disse Allan Santos, delegado de Santa Inês, município do Maranhão.
De acordo com o delegado, é possível ver pelas imagens que o homem, ao sair do supermercado do Grupo Mateus, carregava duas sacolas. Uma continha o frango com nota fiscal; outra continha outros produtos. Entretanto, não há como constatar, segundo o delegado, se tais produtos são ou não frutos de furto.
Após deixar o cárcere privado, a vítima foi para casa e, logo em seguida, registrou um boletim de ocorrência. Assim sendo, policiais civis foram até o supermercado. Desse modo, 4 funcionários foram presos em flagrante. Todavia, vale lembrar que este não foi o primeiro caso do gênero no Grupo Mateus. Em julho, uma mulher sofreu tortura dentro do Mix Mateus em São Luis. Os casos seguem em investigação.