
- Captação teve demanda elevada e ativou lote adicional, tornando-se a maior da história da empresa.
- A estrutura da emissão contou com suporte técnico e comercial do banco.
- Companhia já captou R$ 2,2 bilhões em oito meses e mantém foco no mercado de alto padrão.
A JHSF Participações (JHSF3) concluiu sua maior captação no mercado de capitais, arrecadando R$ 937,5 milhões por meio da 16ª emissão de debêntures simples, que servirão de lastro para Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI). Essa movimentação histórica reafirma a confiança do mercado na solidez da companhia e na sua estratégia de expansão no segmento de alto padrão.
A operação foi estruturada com o apoio da Opea Securitizadora, responsável pela emissão dos títulos, e distribuída em quatro séries, com um custo médio ponderado de 102,9% do CDI. O prazo médio da dívida será de 4,3 anos, o que permite à empresa melhorar o perfil de vencimento das suas obrigações financeiras.
Demanda supera oferta e emissão ativa lote adicional
A JHSF previa captar R$ 750 milhões inicialmente. No entanto, a forte demanda — que superou o valor ofertado em mais de 70% — viabilizou a ativação do lote adicional de 25%. Com isso, o volume final alcançou os R$ 937,5 milhões, estabelecendo um novo marco para a companhia.
De acordo com executivos do setor, o sucesso da emissão reflete a percepção positiva sobre os fundamentos da empresa. A JHSF opera com foco no mercado de luxo, o que garante maior previsibilidade de receitas e menor exposição a oscilações do mercado imobiliário tradicional.
Além disso, analistas destacam que a capacidade da empresa em acessar grandes volumes no mercado de crédito reforça sua imagem como referência em gestão financeira no setor.
BTG Pactual teve papel central na estruturação
A operação contou com o apoio do BTG Pactual (BPAC11), que atuou como coordenador financeiro da emissão. Segundo fontes ligadas à transação, o banco teve papel decisivo na montagem da estrutura da operação e na mobilização de investidores institucionais.
Com uma abordagem estratégica, o BTG ajudou a garantir o sucesso da distribuição e contribuiu diretamente para a ativação do lote adicional. Portanto, a parceria reforça a relação da JHSF com o mercado e consolida seu acesso a fontes qualificadas de financiamento.
Além disso, a escolha do BTG também demonstra a confiança da companhia em trabalhar com instituições de peso para ampliar seu alcance junto ao mercado financeiro.
Objetivo é fortalecer caixa e alongar perfil da dívida
De acordo com a companhia, os recursos captados não estão vinculados a um projeto específico. A prioridade, neste momento, é fortalecer a posição de caixa, alongar o perfil da dívida e reduzir o custo médio de capital.
Ainda assim, a empresa poderá direcionar os valores para projetos estratégicos, como a expansão do Shopping Cidade Jardim, a construção de novos imóveis residenciais e o crescimento da vertical de hospitalidade, que engloba hotéis e gastronomia de luxo sob a marca Fasano.
Com a emissão concluída, a JHSF já soma cerca de R$ 2,2 bilhões captados em menos de oito meses, o que reforça sua capacidade de manter uma estrutura de capital robusta e preparada para novas oportunidades de crescimento.
Modelo de negócios premium sustenta atratividade
A JHSF atua nos segmentos de incorporação imobiliária de alto padrão, shopping centers, hotelaria e aeroportos executivos. Seu portfólio inclui empreendimentos como o São Paulo Catarina Aeroporto Executivo, os hotéis Fasano e diversas residências de luxo em São Paulo, Rio de Janeiro e Salvador.
Esse modelo de atuação, voltado à alta renda, garante maior recorrência de receitas e reduz a exposição a ciclos econômicos adversos. Dessa forma, a empresa mantém margens saudáveis e estabilidade em sua geração de caixa.
Além disso, a companhia segue investindo em inovação e experiência do cliente, dois pilares que sustentam sua estratégia de diferenciação em um mercado competitivo.
Mercado reage bem e monitora próximos movimentos
Na sessão de quarta-feira (26), as ações da JHSF3 fecharam em leve alta, acompanhando a boa repercussão da operação. O movimento mostra que os investidores enxergam a captação como uma medida prudente, capaz de fortalecer a saúde financeira da empresa.
Ainda assim, analistas aguardam novas sinalizações sobre como a JHSF pretende usar essa folga no caixa. A expectativa é que parte dos recursos seja alocada em novas expansões ou projetos estratégicos, alinhados ao perfil premium da companhia.
Portanto, a maior captação da história da JHSF representa não apenas um feito técnico no mercado de capitais, mas também um indicativo claro da maturidade financeira da empresa. Com a operação, a JHSF consolida sua posição como uma das incorporadoras mais sólidas e respeitadas do Brasil.