Controle da IA

Lula defende governança global da IA no Brics para evitar monopólio

O presidente Lula defendeu uma governança global da inteligência artificial (IA) durante a reunião de sherpas do Brics, em Brasília. Ele alertou para o risco de a tecnologia se tornar monopólio de poucos países e empresas, aprofundando desigualdades.

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva usou o palco da primeira reunião de sherpas da presidência brasileira do Brics para defender uma governança global da inteligência artificial (IA). Em seu discurso, Lula alertou para os riscos de a tecnologia se tornar um monopólio de poucos países e empresas, aprofundando as desigualdades e deixando o Sul Global à margem do desenvolvimento.

Lula reconheceu que a IA oferece oportunidades extraordinárias, mas também traz desafios éticos, sociais e econômicos. Ele enfatizou que a tecnologia não pode ser controlada por um pequeno grupo de nações e corporações, e que a desinformação disseminada por meio da IA representa uma ameaça à estabilidade das nações.

“Declaração de Líderes”: A Proposta Brasileira

O presidente anunciou que a presidência brasileira do Brics vai oficializar uma “Declaração de Líderes sobre Governança da Inteligência Artificial para o Desenvolvimento”. A proposta busca mitigar os riscos e distribuir os benefícios da IA de forma equitativa, garantindo que o interesse público e a soberania digital prevaleçam sobre a ganância corporativa.

A reunião de sherpas do Brics, realizada em Brasília, contou com a presença de representantes dos 11 países membros do grupo e de outras nações convidadas. O evento marcou o início da presidência brasileira do Brics, em um momento de profundas transformações globais.

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, destacou a importância do Brics na promoção de uma ordem mundial mais justa, inclusiva e sustentável. “Um mundo multipolar não é apenas uma realidade emergente — é um objetivo compartilhado”, afirmou Vieira.

Além da IA, a reunião do Brics abordou outros temas cruciais, como a reforma da arquitetura multilateral de paz e segurança, a cooperação em saúde, o aprimoramento do sistema monetário e financeiro internacional, a crise climática e o aumento da institucionalidade do Brics.

A defesa de Lula por uma governança global da IA coloca o Brasil na vanguarda de um debate crucial para o futuro da humanidade. A proposta brasileira, que será formalizada no Brics, busca garantir que a tecnologia seja utilizada para o bem comum, promovendo o desenvolvimento inclusivo e sustentável em todo o mundo.

Na semana anterior, a Câmara dos Deputados já havia dado um passo importante nesse sentido, aprovando um projeto que tipifica a nudez fabricada por IA como crime, mostrando a preocupação do país com os riscos e desafios da tecnologia.

Fernando Américo
Fernando Américo
Sou amante de tecnologias e entusiasta de criptomoedas. Trabalhei com mineração de Bitcoin e algumas outras altcoins no Paraguai. Atualmente atuo como Desenvol