- Interrupções nos poços TBMT-10H e TBMT-4H e manutenção em Albacora Leste impactaram a produção mensal.
- Aquisição de 40% do campo de Peregrino contribuiu para o aumento em relação ao mesmo período de 2024.
- A empresa espera a anuência do Ibama para manutenção em poços e obteve a primeira licença para o projeto Wahoo.
A PRIO (PRIO3), uma das principais petroleiras privadas do Brasil, divulgou nesta sexta-feira (4) seus dados operacionais referentes a março de 2025. A empresa registrou uma produção média diária de 104,8 mil barris de óleo equivalente (boe/d), uma redução de 3,5% em comparação com fevereiro.
Apesar da baixa pontual, o desempenho no primeiro trimestre mostra um saldo positivo, com produção média de 108 mil barris por dia — um avanço de 22% frente ao mesmo período do ano passado.
O resultado foi impulsionado pela entrada do campo de Peregrino e por um aumento expressivo nas vendas. Mesmo com a queda mensal, a companhia mantém perspectivas sólidas de crescimento, apoiadas na liberação ambiental para novos projetos como Wahoo.
Produção sofre impacto com falhas técnicas
Durante março, a PRIO enfrentou interrupções operacionais em alguns de seus principais ativos, especialmente nos clusters Polvo e Tubarão Martelo. Dois poços, o TBMT-10H e o TBMT-4H, foram paralisados devido a falhas nas Bombas Centrífugas Submersas (BCS). Essas falhas reduziram a produção diária da companhia e pressionaram momentaneamente o desempenho do campo.
Além disso, no campo de Albacora Leste, a substituição programada de um compressor também acabou afetando negativamente a produção durante parte do mês. O equipamento, fundamental para manter o fluxo contínuo de extração, só foi reinstalado no fim de março.
Portanto, a combinação de todos os eventos operacionais provocou uma retração de 3,5% no volume total produzido em comparação com o mês anterior, que havia registrado 108,6 mil barris por dia.
Trimestre fecha com avanço expressivo na produção
Apesar do resultado mais fraco adquirido em março, o desempenho consolidado do primeiro trimestre só reforça a trajetória de crescimento da PRIO. A empresa encerrou o 1T25 com produção média de 108 mil boe/d, o que representa uma alta de 22% sobre o mesmo período de 2024.
Esse avanço também reflete principalmente a consolidação da participação da companhia no campo de Peregrino, do qual adquiriu 40% em novembro do ano passado. Esse ativo estratégico, que não integrava os resultados do 1T24, contribuiu de forma relevante para o aumento de produção e geração de receita no início de 2025.
Além disso, a companhia informou que as vendas no trimestre somaram 10,193 milhões de barris, esse montante representa uma expansão anual de 34%. Esses números indicam que, apesar de desafios pontuais, a operação da PRIO mantém forte desempenho comercial.
Licença ambiental abre caminho para Wahoo
Outro destaque importante durante esse período foi a obtenção da primeira licença ambiental para o campo de Wahoo, concedida pelo Ibama no fim de fevereiro. Esse projeto, aguardado com otimismo por analistas e investidores, representa uma nova frente de produção que poderá impulsionar ainda mais os resultados da petroleira nos próximos trimestres.
Contudo, a empresa ainda aguarda a anuência ambiental necessária para realizar intervenções nos poços de Polvo e TBMT. As chamadas operações de workover têm o objetivo de recuperar parte da capacidade de produção perdida por falhas técnicas. Com a autorização do Ibama, a expectativa é retomar o volume pleno das operações desses ativos ainda no segundo trimestre.
Portanto, o ritmo de expansão da PRIO vai depender tanto da solução técnica de gargalos operacionais quanto do destravamento regulatório de seus projetos. Mesmo assim, a companhia segue firme em sua estratégia de crescimento com disciplina de capital e foco em ativos rentáveis.