
O Saint German, fundo de investimento controlado por Nelson Tanure, acaba de solicitar a convocação de AGE da Companhia Brasileira de Distribuição (CBD) com o objetivo de eleger um novo Conselho de Administração. O novo Conselho, a ser composto por nove membros, terá dois representantes indicados por Nelson Tanure: Pedro de Moraes Borba e Rodrigo Tostes Solon de Pontes.
Nelson Tanure acredita que a maximização do valor e do retorno aos acionistas deve ser o objetivo central. E vislumbra imenso potencial nesta direção.
A ideia é conferir prioridade a três pilares.
O primeiro deles é a redução do nível de endividamento da Companhia, incluindo a venda de ativos non core, bem como a reavaliação e priorização dos
investimentos a serem efetuados e otimização do capital de giro.
“O foco em um balanço sólido permitirá que a Companhia tenha mais flexibilidade em suas
operações e uma maior capacidade de crescimento”, explica Tanure.
Um segundo pilar tem a ver com o endereçamento e a redução de potenciais contingências legais, fiscais e trabalhistas. A administração deve implementar
um processo robusto de identificação e avaliação de riscos, estabelecer reservas adequadas e criar um plano de ação para resolver as contingências de maneira proativa.
“A ideia não é apenas mitigar riscos, mas também promover um ambiente de transparência e confiança junto aos acionistas e ao mercado em geral”, esclarece Tanure.
O terceiro pilar será a redução de custos e despesas e garantir a qualidade do atendimento e serviços aos clientes.
Tanure ressalta que seu papel enquanto acionista do Grupo Pão de Açúcar é similar ao que se verifica na Light, ou seja, o de atuar em total harmonia com acionistas de referência como o Grupo Casino e Ronaldo Iabrudi Pereira, além de apoiar o management da companhia.
Há poucos dias a Light reportou um lucro líquido de quase R$ 2 bilhões no 4º trimestre de 2024. A companhia experimentou mudanças profundas em sua administração desde a chegada do novo acionista e o resultado reportado é encarado como simbólico de seu processo de resgate.
“Esperamos contribuir com o Grupo Pão de Açúcar da mesma forma que temos feito em outras companhias. A acolhida por parte dos demais acionistas foi das mais encorajadoras desde o primeiro momento e não temos dúvida de que há muito a realizar e a conquistar nos próximos anos”, completa Tanure.