
A OpenAI, empresa por trás do popular chatbot ChatGPT, revelou nesta sexta-feira (27) planos para converter-se em uma empresa com fins lucrativos. A decisão visa levantar mais capital do que o inicialmente previsto para continuar desenvolvendo tecnologias de inteligência artificial (IA). A OpenAI criará uma corporação de benefício público para supervisionar operações comerciais e removerá algumas restrições de sua estrutura sem fins lucrativos.
“As centenas de bilhões de dólares que as principais empresas estão investindo agora no desenvolvimento de IA mostram o que realmente será necessário para a OpenAI continuar perseguindo sua missão”.
escreveu o conselho da OpenAI em um post no blog.
“Mais uma vez, precisamos levantar mais capital do que imaginávamos. Os investidores querem nos apoiar, mas, nessa escala de capital, precisam de termos convencionais e menos personalização estrutural.”
A OpenAI, avaliada em US$ 157 bilhões, fechou sua última rodada de US$ 6,6 bilhões em outubro, preparando-se para competir com o xAI de Elon Musk e com a Microsoft. A expectativa é de que o mercado de IA gere US$ 1 trilhão em receita dentro de uma década.
O desenvolvimento de grandes modelos de linguagem de programação requer altos investimentos em processadores de alta potência, fornecidos em grande parte pela Nvidia. A concorrência por captar investimentos no setor é intensa. Na quinta-feira (26), a xAI, empresa de IA de Elon Musk, anunciou ter recebido outros US$ 6 bilhões em sua terceira rodada de capital com investidores.
Fundada em 2015 como uma organização sem fins lucrativos, a OpenAI foi idealizada por Sam Altman, Elon Musk e outros investidores como um laboratório de pesquisa focado em inteligência artificial geral. Em 2019, a OpenAI começou a transição para uma estrutura de lucro limitado para facilitar a captação de recursos. “Nossa estrutura atual não permite que o Conselho considere diretamente os interesses daqueles que financiariam a missão”, afirmou a OpenAI no post.
A OpenAI espera cerca de US$ 5 bilhões em perdas sobre US$ 3,7 bilhões em receita este ano, confirmou a CNBC em setembro.