
- O equipamento será usado por forças policiais e militares e poderá carregar metralhadoras calibre .50 em futuras versões.
- A parceria com a Mertsav deve ampliar o portfólio militar da Taurus e fortalecer sua presença internacional.
- A mudança estratégica visa atender à crescente demanda mundial por soluções tecnológicas no setor de defesa.
A Taurus, conhecida fabricante de armas leves, apresentou seu primeiro drone armado durante a LAAD Defence & Security 2025, no Rio de Janeiro. O equipamento, batizado de Tactical Air Soldier, marca a estreia da empresa no setor de tecnologia militar. A novidade carrega um fuzil T4 e, em breve, poderá operar com metralhadoras calibre .50. Além disso, a Taurus anunciou um memorando de entendimento com a empresa turca Mertsav, com objetivo de expandir sua atuação no setor de defesa. Com isso, a companhia aposta na diversificação de portfólio e busca espaço no competitivo mercado internacional.
Drone representa nova fase tecnológica da Taurus
Durante a LAAD 2025, a Taurus surpreendeu o público com a apresentação do Tactical Air Soldier, um drone equipado com armamento pesado. A aeronave, com quatro hélices, foi projetada para missões de curto alcance. Inicialmente, o modelo carrega um fuzil T4, já usado por forças policiais no Brasil. A empresa planeja incorporar metralhadoras calibre .50 nas próximas versões.
A Taurus desenvolveu o drone em parceria com especialistas da área de defesa. O projeto tem como foco principal atender operações especiais de policiamento e ações táticas militares. Por operar em baixa altitude e ser de fácil manuseio, o equipamento pode atuar em zonas urbanas e áreas de difícil acesso. Portanto, ele representa uma inovação tática relevante.
Além disso, o drone é controlado remotamente e pode ser equipado com câmeras, sensores e tecnologia de rastreamento. Isso amplia sua utilidade e reforça o interesse de forças de segurança pelo modelo.
Parceria com empresa turca visa ampliar presença global
No mesmo evento, a Taurus anunciou a assinatura de um memorando de entendimento com a empresa turca Mertsav Savunma Sistemleri. O acordo prevê a possível aquisição da companhia até julho de 2025, com prorrogação por mais dois meses, se necessário.
A Mertsav fabrica rifles de precisão, submetralhadoras e metralhadoras leves. Caso a negociação se concretize, a Taurus passará a oferecer um portfólio militar mais robusto, cobrindo desde armamentos individuais até soluções para forças armadas. Essa ampliação será estratégica para enfrentar concorrentes internacionais e disputar contratos com governos estrangeiros.
Nesse sentido, o CEO da Taurus, Salesio Nuhs, afirmou que a parceria com a empresa turca representa um salto tecnológico. Segundo ele, a empresa brasileira quer consolidar sua presença em mercados fora da América Latina, mirando exportações para a Ásia, Europa e Oriente Médio.
Mudança estratégica da Taurus reflete tendências globais
Nos últimos anos, a Taurus demonstrou interesse crescente no setor militar. Antes focada no mercado civil, a empresa decidiu diversificar sua atuação. O lançamento do drone e a negociação com a Mertsav mostram que essa transição está em andamento. A empresa quer se posicionar como fornecedora de soluções completas para defesa e segurança.
Essa mudança acompanha uma tendência internacional. Governos buscam alternativas tecnológicas para enfrentar ameaças complexas. Drones armados, por exemplo, vêm sendo utilizados por diversos países em operações de combate. Portanto, a entrada da Taurus nesse segmento amplia sua competitividade.
Além disso, o mercado global de armas deve movimentar mais de US$ 70 bilhões até 2032, segundo estimativas do setor. Desse total, quase 40% virá do segmento militar. A Taurus pretende aproveitar essa projeção para consolidar sua marca como uma das líderes mundiais em inovação bélica.
Setor de segurança observa com atenção a entrada no mercado
Especialistas em defesa afirmam que a Taurus pode ocupar um nicho ainda pouco explorado por empresas da América Latina. Ao apostar em tecnologia embarcada e produtos de alta performance, a companhia tende a conquistar clientes institucionais. Além disso, os investimentos em pesquisa e desenvolvimento demonstram que a empresa quer ser mais do que apenas uma fabricante de armas leves.
Enquanto isso, autoridades brasileiras acompanham o avanço com atenção. A adoção de drones armados exige regulamentação específica. Contudo, o Ministério da Defesa já sinalizou interesse em avaliar a viabilidade do uso da tecnologia, especialmente em missões de fronteira e policiamento rural.
Dessa forma, a Taurus poderá não apenas exportar os novos modelos, mas também atender demandas internas. Isso reforça sua relevância no cenário nacional e internacional da indústria de defesa.