Problemas fiscais

Taxação de grandes fortunas é "pesadelo fiscal" e afasta milionários, afirma Estadão

O Imposto sobre Grandes Fortunas sempre ressurge como uma solução para os problemas fiscais do Brasil.

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  • O Imposto sobre Grandes Fortunas volta à pauta como possível solução para desafios fiscais, mas sua real eficácia divide opiniões
  • Maria Carolina Gontijo destacou no programa “Não vou passar raiva sozinha” os obstáculos práticos e impactos econômicos da taxação de grandes patrimônios
  • Enquanto alguns defendem o IGF como justiça tributária, outros questionam sua viabilidade e efeitos na economia e na fuga de capitais

O Imposto sobre Grandes Fortunas sempre ressurge como uma solução para os problemas fiscais do Brasil. Mas seria essa uma medida realmente eficaz?

A colunista do Estadão Maria Carolina Gontijo, conhecida como Duquesa de Tax, abordou o tema em seu programa “Não vou passar raiva sozinha” desta segunda-feira (24), discutindo os desafios e consequências desse tributo.

A ideia de taxar grandes fortunas não é nova. No início do século 20, países como a Alemanha adotaram essa medida para equilibrar as contas públicas após crises econômicas e guerras. No entanto, a execução desse tributo logo revelou sérios problemas.

“Como é que se mede o que é uma grande fortuna? E como evitar que os milionários escapem pela porta dos fundos?” questiona Gontijo.

Evasão de milionários e baixa arrecadação

A experiência internacional mostra que tributar grandes patrimônios pode gerar efeitos contrários ao esperado. Na França, por exemplo, a implementação desse imposto resultou na saída de aproximadamente 60 mil milionários entre 2000 e 2017. Como consequência, o governo francês aboliu o tributo em 2018, substituindo-o por um super-IPTU.

O desafio de administrar um imposto desse tipo também é significativo.

“Identificar o que é uma grande fortuna, rastrear ativos no exterior e evitar fraudes torna-se uma operação extremamente onerosa”, alerta a especialista.

Estudos da Tax Foundation indicam que a arrecadação obtida com esse tributo costuma ser muito menor do que as projeções iniciais.

Debate continua no programa da Duquesa de Tax

O programa “Não vou passar raiva sozinha” é exibido semanalmente, sempre às segundas-feiras, às 9h30, para assinantes do Estadão. Durante a semana, cortes dos episódios são compartilhados nas redes sociais e na Rádio Eldorado.

Além disso, a Duquesa de Tax também faz reacts sobre notícias econômicas todas as quintas-feiras e em breve lançará um novo programa para responder dúvidas dos leitores sobre impostos, macroeconomia e reforma tributária.

O debate sobre a viabilidade do Imposto sobre Grandes Fortunas continua, e a discussão promete se aprofundar com novas análises.

Rocha Schwartz
Paola Rocha Schwartz
Estudante de Jornalismo, apaixonada por redação e escrita! Tenho experiência na área educacional (alfabetização e letramento) e na área comercial/administrativ