
- Azul projeta alavancagem líquida de 2,5x ao sair do Capítulo 11.
- Crescimento revisado para baixo, mas com foco em desalavancagem e rentabilidade.
- Negociações com OEMs e arrendadores seguem em andamento, com perspectiva positiva.
A Azul (AZUL4) informou nesta sexta-feira (24) que projeta alavancagem líquida de 2,5 vezes ao final do processo de recuperação judicial nos Estados Unidos (Capítulo 11). O dado foi divulgado em fato relevante e marca uma etapa importante na reestruturação financeira da companhia aérea, que busca consolidar sua volta à normalidade operacional.
A empresa também revisou as projeções de seu plano de negócios, reduzindo o ritmo de crescimento, mas mantendo o otimismo em relação à retomada.
Revisão do plano de negócios reduz projeções de crescimento
De acordo com a nova atualização, a receita CAGR (taxa de crescimento anual composta) caiu de 7,4% no plano de julho para 5,8% no de outubro. O Ebitda ajustado CAGR também foi revisado, passando de 12,2% para 9,3%.
A companhia estima agora receita operacional líquida de R$ 5,7 bilhões e Ebitda ajustado de R$ 1,99 bilhão.
Assim, embora os números indiquem um ritmo mais moderado, analistas destacam que o foco da Azul segue em reduzir dívida, renegociar contratos de frota e estabilizar margens.
Desse modo, o plano reforça ainda o objetivo de encerrar o Capítulo 11 com estrutura de capital mais saudável e menor exposição cambial, fator crítico para o setor aéreo.
Negociações em andamento com fabricantes e arrendadores
No comunicado, a Azul destacou que segue negociando com fabricantes de aeronaves e motores (OEMs) e arrendadores de frota, em busca de melhores condições contratuais.
Nesse sentido, a companhia afirmou estar confiante no sucesso das tratativas, previstas para as próximas semanas.
Além disso, essas conversas são parte essencial do processo de reestruturação, já que podem reduzir custos operacionais e ampliar a flexibilidade financeira da aérea.
Portanto, caso concluídas com sucesso, a empresa deve sair da recuperação com dívida menor, margens maiores e mais previsibilidade operacional.
Mercado acompanha expectativa de retomada
Com a nova estimativa de alavancagem líquida de 2,5x, a Azul indica uma recuperação mais sólida do que a esperada no início do processo.
Ademais, investidores observam que a redução da dívida e a melhora do Ebitda são fatores-chave para o papel retomar tração na B3.
Por fim, a ação AZUL4 encerrou a última sessão a R$ 11,34, acumulando alta de 28% no mês, reflexo da expectativa de uma saída bem-sucedida do Capítulo 11 e de melhor visibilidade para 2025.