Valorização?

Embraer (EMBJ3): Farnborough pode destravar alta das ações com novas encomendas

Analistas veem expectativas moderadas para o maior evento da aviação, mas acreditam que anúncios relevantes podem impulsionar os papéis da fabricante brasileira.

Foto: Divulgação / Embraer
Foto: Divulgação / Embraer
  • Embraer (EMBJ3) participa do Farnborough Air Show entre 20 e 24 de julho.
  • JPMorgan estima que novos pedidos podem impulsionar as ações em até 11%.
  • JPMorgan e BTG Pactual mantêm recomendação de compra para a fabricante brasileira.

A Embraer (EMBJ3) chega ao Farnborough Air Show 2026, que será realizado entre 20 e 24 de julho, com expectativas mais contidas do mercado. Ainda assim, analistas enxergam espaço para surpresas positivas que podem servir de catalisador para as ações da fabricante.

Na avaliação de JPMorgan, BTG Pactual e XP, o cenário de cautela dos investidores aumenta o potencial de reação caso a companhia anuncie novos contratos durante o principal evento da indústria aeroespacial mundial.

Novos pedidos podem impulsionar as ações

O JPMorgan acredita que a Embraer poderá divulgar novas encomendas, principalmente na divisão de defesa. Segundo o banco, cada US$ 1 bilhão em novos pedidos pode representar uma valorização de cerca de 4% nas ações.

No cenário mais otimista, os analistas estimam anúncios de até US$ 3 bilhões em encomendas, o que poderia levar os papéis a subir aproximadamente 11%.

O BTG Pactual também espera avanços nas negociações comerciais durante o evento e avalia que a companhia pode repetir o bom desempenho observado antes do Paris Air Show do ano passado, quando o mercado antecipou novos contratos.

Bancos seguem otimistas com a Embraer

Apesar das expectativas mais moderadas para esta edição do Farnborough Air Show, a XP considera que esse cenário pode favorecer a Embraer caso a empresa surpreenda com novos anúncios.

Além disso, o JPMorgan vê potencial para melhora das margens no segundo trimestre de 2026, impulsionada por uma maior participação dos jatos executivos nas entregas.

O banco reiterou recomendação de compra, com preço-alvo de R$ 98. Já o BTG Pactual manteve recomendação de compra e preço-alvo de R$ 126, destacando o valuation atrativo, a forte carteira de pedidos e o fluxo positivo de notícias como fatores que sustentam uma visão favorável para a companhia.

Luiz Fernando

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.