
- Prio (PRIO3) pode pagar dividendos de até 20% em 2026, apoiada no aumento de produção e geração de caixa.
- Wahoo e Peregrino devem dobrar a capacidade produtiva e fortalecer a eficiência operacional.
- Mercado segue majoritariamente comprador, com preço-alvo médio de R$ 63,11 e otimismo entre as principais casas.
A Prio (PRIO3) está prestes a entrar em uma nova fase que pode mudar seu perfil no mercado. Com os campos Wahoo e Peregrino, a empresa pode dobrar a produção de petróleo até 2026 e abrir espaço para dividendos de até 20%, segundo projeções da Genial Investimentos.
Mesmo com esse potencial, o mercado segue dividido. Parte dos analistas acredita que a Prio continuará reinvestindo para crescer, enquanto outros veem espaço para uma política agressiva de remuneração aos acionistas, sustentada por geração de caixa bilionária.
Potencial de valorização e confiança do mercado
Apesar da discussão sobre dividendos, a tese de valorização ainda domina as recomendações. Um levantamento do TradeMap com dez casas de análise mostra oito recomendações de compra e duas de manutenção, com preço-alvo médio de R$ 63,11 para 2025.
Entre as casas mais otimistas estão BTG Pactual, XP, Itaú BBA e Bank of America, que destacam a eficiência e o crescimento da petroleira. Já Santander e Goldman Sachs preferem cautela, citando incertezas sobre a alocação de capital e o foco em dividendos.
Mesmo assim, analistas veem espaço para distribuição extraordinária em 2026, combinando valorização das ações e pagamento robusto de proventos.
Wahoo e Peregrino impulsionam nova fase operacional
Os campos Wahoo e Peregrino são o principal motor da virada. Segundo a Ativa Investimentos, juntos podem adicionar até 110 mil barris diários, praticamente dobrando a capacidade atual da companhia.
O início de operação de Wahoo está previsto para o primeiro semestre de 2026, com adição de 40 mil barris por dia. Já Peregrino, com potencial de 100 mil barris diários, se consolida como o ativo mais estratégico do portfólio.

Além disso, o lifting cost abaixo de US$ 13 por barril garante competitividade e resiliência mesmo com petróleo mais baixo, sustentando geração de caixa estimada em US$ 3 bilhões em 2026, conforme a Terra Investimentos.
Entre dividendos e novas aquisições
Apesar do cenário promissor, a Prio ainda não deve se tornar uma “vaca leiteira” de imediato. O analista Hugo Queiroz, da L4 Capital, lembra que a empresa negocia a 3,07 vezes o lucro, abaixo de concorrentes cotadas entre 6 e 7 vezes, o que pode limitar aquisições.
Ademais, o endividamento, em 1,8 vez o Ebitda, precisa cair para liberar espaço a uma política consistente de dividendos. Ainda assim, Queiroz estima dividend yield de 5% a 10% nos próximos 12 meses, caso o fluxo de caixa supere as expectativas.
Por fim, a Benndorf Research e a Nord Research reforçam que a companhia ainda deve priorizar fusões, aquisições e recompra de ações, mantendo o perfil de crescimento enquanto busca maturar novos campos.