Petróleo brasileiro

XP projeta altos e baixos nos resultados de PRIO (PRIO3), BRAVA (BRAV3) e PetroRecôncavo (RECV3) no 3T25

Analistas destacam desempenho desigual entre petroleiras independentes, com impactos de produção, estoques e margens.

Crédito: Depositphotos
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  • Brava lidera geração de caixa, PRIO busca recuperação e PetroRecôncavo enfrenta margens apertadas.
  • XP projeta resultados mistos para PRIO, Brava e PetroRecôncavo no 3T25.
  • Ajuste do Brent para US$ 65 revisou preços-alvo, mantendo recomendação de compra.

A XP Investimentos projeta que as principais petroleiras independentes brasileiras terão resultados mistos no terceiro trimestre de 2025 (3T25). A Brava Energia (BRAV3) deve manter bom desempenho, a PRIO (PRIO3) busca recuperar ritmo e a PetroRecôncavo (RECV3) enfrenta margens mais apertadas.

O ajuste do preço do barril de Brent para US$ 65 alterou as estimativas financeiras, mas não mudou a visão positiva do setor de exploração e produção (E&P). Analistas destacam que os resultados refletirão tanto ganhos operacionais quanto efeitos de interrupções e estoques.

Desempenho das companhias

A PRIO apresentou trimestre marcado por flutuações na produção. A interdição da ANP em Peregrino reduziu a extração para 88 mil barris por dia, queda de 12% em relação ao 2T25. Por outro lado, as vendas alcançaram 8,8 milhões de barris, aumento de 8,2%, impulsionadas por menor volume em estoque.

A XP projeta receita de US$ 554 milhões (+16%), Ebitda de US$ 345 milhões (+25%) e lucro líquido de US$ 93 milhões. O foco segue sendo o campo de Wahoo, com licença de instalação concedida em setembro e início da produção de óleo previsto entre março e abril de 2026.

Assim, a Brava Energia deve repetir os bons resultados do trimestre anterior. A produção totalizou 91,8 mil barris equivalentes por dia (kboed), crescimento de 7%, puxada pelo gás natural (+30%) e pelo aumento do petróleo em 2,4%, para 73,4 mil barris diários (kbpd).

Desse modo, a XP estima receita líquida de R$ 3,1 bilhões, Ebitda de R$ 1,3 bilhão e lucro líquido de R$ 102 milhões. O fluxo de caixa livre deve atingir R$ 260 milhões, confirmando a boa fase operacional.

Pressões sobre a PetroRecôncavo

A PetroRecôncavo enfrenta trimestre com margens apertadas e leve queda na produção. A XP projeta produção média de 26,4 mil barris equivalentes por dia, redução de 3%, com vendas alinhadas ao ritmo de extração.

A receita líquida estimada é de R$ 756 milhões (-6%), Ebitda de R$ 354 milhões (-5%) e lucro líquido de R$ 178 milhões (-25%). Além disso, o fluxo de caixa livre permanece negativo pelo segundo trimestre consecutivo, pressionado pelo aumento de investimentos (capex).

Portanto, entre os riscos destacados pela XP estão queda do petróleo abaixo de US$ 65, atrasos na produção do campo Wahoo e execução dos planos de investimento das empresas.

Preços-alvo e perspectivas

Após a revisão do Brent, os preços-alvo das ações foram ajustados, mas as recomendações de compra foram mantidas.

Nesse sentido, a PRIO tem preço-alvo de R$ 60 (+67%), a Brava de R$ 20 (+36%) e a PetroRecôncavo de R$ 15 (+21%).

Ademais, a Petrobras (PETR4) teve preço-alvo reduzido para R$ 37, ainda representando ganho estimado de 24%.

Por fim, analistas da XP reforçam a atratividade do setor, com retornos em fluxo de caixa livre de 11%-35% para PRIO, 7%-28% para Brava e 11%-20% para PetroRecôncavo em 2026 e 2027.

Luiz Fernando

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.